A Petrobras anunciou um plano de investimentos de US$ 24 bilhões, cerca de R$ 130 bilhões, para a Bacia de Campos nos próximos cinco anos. A informação foi apresentada nesta terça-feira (23), durante reunião com prefeitos e lideranças de oito municípios produtores de petróleo do Norte Fluminense e da Região dos Lagos.
O anúncio foi feito pelo gerente-geral da Unidade de Negócios da Bacia de Campos, Guilherme Sargenti, em encontro que teve como pauta central as “Perspectivas da Bacia Geológica de Campos”. A reunião também marcou a criação de um canal direto de diálogo entre a estatal e as prefeituras da região.
Participaram do encontro representantes de Macaé, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Conceição de Macabu, Casimiro de Abreu, Quissamã, Cabo Frio e Rio das Ostras.

Investimento e impacto regional
A iniciativa foi articulada pelo prefeito de Macaé, Welberth Rezende, junto à Petrobras. Segundo ele, o objetivo é alinhar os impactos do novo ciclo de investimentos à arrecadação de royalties e à estruturação de políticas públicas regionais.
“Nosso objetivo é alinhar o desempenho dos royalties ao salto de produção que esses investimentos trarão. Este é o momento crucial para os municípios planejarem políticas públicas sólidas e transformadoras para a nossa população”, afirmou o prefeito de Macaé.
O plano anunciado pela Petrobras prevê a abertura de novas frentes exploratórias e a ampliação das atividades na bacia, que há cinco décadas ocupa papel central na produção nacional de petróleo. Para os municípios produtores, a expectativa é que o novo ciclo de investimentos tenha reflexos na arrecadação, na geração de empregos, na logística e na atração de capital privado.
Planejamento entre cidades produtoras
Durante a reunião, os gestores municipais discutiram a necessidade de preparar as cidades para os impactos da expansão da atividade petrolífera. Entre as pautas estiveram infraestrutura urbana, capacitação da mão de obra local, atração de investimentos e redução de gargalos logísticos.
A previsibilidade dos investimentos foi apontada pelos prefeitos como fator importante para a construção de metas de médio prazo, especialmente em áreas como mobilidade, desenvolvimento urbano, qualificação profissional e diversificação econômica.
O representante da Petrobras destacou que a articulação com os governos locais deve ampliar o impacto social dos aportes previstos.
“Esses aportes garantem a expansão do petróleo na região, criando a oportunidade ideal para que as gestões municipais estruturem um planejamento regional estratégico. Essa sinergia com os governos locais é o que nos permite ampliar, de forma expressiva, o nosso legado social na região”, afirmou Guilherme Sargenti.
Bacia de Campos em nova fase
A Bacia de Campos foi, por décadas, a principal fronteira de produção de petróleo do país e segue estratégica para o setor energético brasileiro. O plano de investimentos anunciado pela Petrobras é tratado pelos municípios como uma oportunidade de revitalização da atividade na região.
Além do impacto direto na cadeia do petróleo e gás, o novo ciclo pode influenciar setores como construção civil, comércio, serviços, transporte, hotelaria, educação técnica e indústria de apoio offshore.
Para os prefeitos, a articulação regional será necessária para que a expansão da produção se traduza em benefícios concretos para a população, evitando que o crescimento econômico fique restrito à cadeia produtiva do petróleo.
A expectativa é que novos encontros sejam realizados para acompanhar o cronograma dos investimentos e discutir formas de integração entre Petrobras, prefeituras e setor produtivo.



