A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o governo estadual a assumir provisoriamente a Pousada Menino do Rio, em Búzios, imóvel apontado em uma investigação da Polícia Civil como utilizado em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A medida também alcança o Várzea Country Clube, na capital.
A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo a investigação, os dois imóveis teriam sido utilizados para lavar cerca de R$ 11 milhões provenientes de organizações ligadas ao tráfico de drogas. Os espaços já haviam sido alvo de uma operação policial realizada no início de agosto.
No caso de Búzios, a transferência não será imediata. A Pousada Menino do Rio permanece com atividade hoteleira regular e, por isso, a Justiça determinou que a entrada do Estado seja realizada de forma escalonada.
Antes de assumir efetivamente o imóvel, o governo deverá apresentar um plano que contemple a reacomodação dos hóspedes e a preservação dos direitos dos funcionários, evitando a interrupção abrupta das atividades.
Imóveis poderão ganhar nova destinação
Ao autorizar o uso provisório, o magistrado considerou que bens apreendidos ou sequestrados durante investigações podem receber uma destinação social enquanto os processos continuam, evitando deterioração ou abandono.
A situação é diferente no Várzea Country Clube, localizado no Rio. A posse pelo Estado será imediata. De acordo com a investigação, o espaço teria sido tomado pelo Comando Vermelho em 2023 e utilizado para encontros e bailes ligados à facção.
A decisão prevê que as estruturas esportivas e de lazer do clube possam posteriormente atender moradores de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva.
A Procuradoria-Geral do Estado terá 30 dias para informar quais órgãos ficarão responsáveis pela administração dos dois imóveis. A decisão estabelece como prioridade a destinação das instalações para a Polícia Civil.
A autorização tem caráter provisório e ocorre enquanto continuam as investigações e os processos judiciais relacionados aos bens.
Redação Prensa de Babel, com informações de Douglas Corrêa/Agência Brasil



