Sepe de Casimiro acusa governo de perseguição política

Denuncia falta de diálogo e reafirma posição sobre volta às aulas: “Só com vacina”

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O clima entre o governo Ramon Gidalte e o Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe) está bastante conturbado – apesar da nova gestão ter iniciado há menos de cinco meses apenas. Isso porque, a entidade vem denunciando a falta de diálogo entre o comando da Secretaria de Educação e a categoria.

Em nota publicada nesta quinta-feira, 6, o Sepe ressaltou a exoneração da então secretária, Tatiana Alzeman, alegando ‘que durante seus poucos dias de gestão ela optou em não atender e dialogar com o Sepe sobre as demandas dos profissionais‘.

No texto, a entidade disse ainda que desde o início da gestão inúmeros ofícios foram encaminhados à Secretaria de Educação solicitando reunião para tratar das demandas salariais dos trabalhadores da Educação e a necessidade de equipamentos técnicos para o ensino online.

“Iniciamos o ano com o ensino remoto e com nenhum planejamento de como assessorar alunos e professores com auxilio a conexão de internet e equipamentos tecnológicos para que alunos e professores tivessem o mínimo de condições de trabalho e acesso, ficando a comunidade responsável por arcar com os custos demandados pelo ensino remoto”, afirma o Sepe.

Ainda segundo a entidade, o primeiro e único encontro entre a direção do Sepe e secretária foi para tratar de assédio moral e perseguição política do atual governo sobre uma professora – que é também diretora sindical. Apesar de uma reunião com o próprio prefeito ter acontecido para discutir este assunto, o sindicato afirma que Ramon não manteve sua palavra.

“Fizemos uma reunião com o prefeito solicitando que ele intervisse com uma proposta conciliatória apresentada pelo Sepe, mantendo a educadora sem a saída da diretora da escola. O prefeito disse que aceitaria a conciliação, mas no final das contas a secretaria ratificou a perseguição e retirou a educadora, um exemplo do autoritarismo e da falta de diálogo”, resume a nota.

‘Retorno às aulas só com vacina’

Outro ponto abordado pela nota do Sepe é o retorno às aulas presenciais no município. Segundo a entidade, na Comissão criada para debater o assunto, a então secretária de Educação, além de representantes de outros órgãos governamentais, defenderam que não havia necessidade de adicionar ao texto do Protocolo de Retorno ás Aulas Presenciais a imunização prévia da comunidade escolar como medida de segurança sanitária para o retorno. “O SEPE esteve lá e defendeu essa medida como sendo extremamente necessária”.

A entidade lembrou ainda que o documento passaria posteriormente pelo Conselho Municipal de Educação onde foi possível reverter, segundo o que a nota classificou, como ‘irresponsabilidade’. Na reunião, foi proposto e defendido pelo Sepe, com o apoio de demais conselheiros, que a imunização dos trabalhadores da Educação fosse medida primária e condição para o retorno das aulas presenciais e que essa medida constasse no texto do protocolo de retorno. O CME então aprovou a inserção da medida ao Plano de Retorno às Aulas Presenciais”.

Clique no link abaixo e leia a íntegra da nota.

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