A Rio+Saneamento identificou 150 imóveis com ligações irregulares de águas pluviais à rede de esgoto durante uma inspeção realizada na quinta-feira (17), no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras. Segundo a concessionária, as conexões direcionam água da chuva para tubulações destinadas ao esgoto doméstico, aumentando o risco de sobrecarga e extravasamentos, principalmente durante chuvas intensas.
As equipes percorreram trechos das ruas Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul para verificar as ligações dos imóveis à rede coletora. A ação foi acompanhada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Rio das Ostras, autarquia responsável pelas galerias pluviais.
Antes da inspeção, a concessionária informou os moradores sobre o procedimento por meio de panfletos e mensagens de WhatsApp. Durante a vistoria, os técnicos utilizaram uma máquina de fumaça atóxica para identificar possíveis conexões entre os sistemas.
A fumaça percorre as tubulações e pode revelar pontos de entrada de água da chuva, como calhas e ralos externos. Quando há necessidade de vistoria dentro do imóvel, a Rio+ informa que profissionais uniformizados e identificados entram em contato com o morador para orientar sobre os procedimentos de regularização.
A concessionária não informou, no material divulgado, quantos dos 150 imóveis já tiveram as ligações corrigidas nem se há prazo estabelecido para a regularização.
Rede de esgoto teve cerca de 1.800 desobstruções no ano
Além das ligações irregulares, a Rio+ aponta o descarte inadequado de resíduos como outro problema para o funcionamento da rede. Até a primeira quinzena de setembro, a concessionária realizou cerca de 1.800 desobstruções no sistema de esgotamento sanitário.
Entre os materiais encontrados nas tubulações, segundo a empresa, estão óleo e gordura, restos de alimentos, cabelos, tecidos, sacolas plásticas, absorventes, fraldas, preservativos e fio dental.
Desde maio, a concessionária afirma ter intensificado ações educativas sobre o funcionamento da rede de esgoto, a padronização das ligações dos imóveis, os procedimentos para solicitar a interligação e os cuidados necessários para evitar entupimentos.
O superintendente da Rio+ em Rio das Ostras, Christian Portugal, explica que os sistemas de drenagem pluvial e de esgotamento sanitário têm funções diferentes. Enquanto o primeiro conduz a água da chuva, o segundo é dimensionado para transportar o esgoto doméstico até as estações de tratamento.
“Quando as águas da chuva são direcionadas de forma irregular para a rede de esgoto, o volume transportado ultrapassa a capacidade para a qual o sistema foi projetado”, afirma Portugal.
Segundo o superintendente, o excesso de vazão pode causar sobrecargas, rompimentos de tubulações e extravasamentos. A orientação da concessionária é manter calhas e ralos destinados à água da chuva conectados exclusivamente ao sistema de drenagem pluvial e evitar o descarte de lixo, óleo e gordura na rede de esgoto.



