As visitas dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) de Rio das Ostras passam a contar com tablets para registrar informações coletadas nos imóveis. A mudança substitui parte das antigas fichas e planilhas em papel e integra um processo de digitalização da Vigilância Ambiental voltado ao acompanhamento da dengue e de outras zoonoses.
Segundo a Prefeitura, dois sistemas foram desenvolvidos pelo próprio Setor de Informação da Vigilância Ambiental: o Boletim de Campo Eletrônico (e-FAD) e o Censo Animal. As ferramentas passaram por meses de testes antes da implantação e foram adaptadas a partir da experiência dos agentes em campo.
Com o e-FAD, informações levantadas durante as visitas são inseridas diretamente nos tablets. O sistema funciona também sem conexão com a internet ou sinal de celular, permitindo o registro em diferentes áreas do município.
Ao final da jornada, os dados podem ser transmitidos via Bluetooth aos supervisores e posteriormente processados pelo Setor de Informação. De acordo com a Vigilância Ambiental, as informações podem ser organizadas por localidade, ciclo, data, servidor e área de atuação, entre outros critérios.
Os registros também alimentam o Painel da Vigilância em Saúde, ferramenta utilizada pelos gestores para acompanhar as ações realizadas no município.
Na prática, a expectativa da Secretaria de Saúde é utilizar os dados para identificar áreas com maior risco e direcionar as equipes de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
“Essa tecnologia elimina a dependência de processos manuais lentos e ainda alimenta o nosso Painel da Vigilância em Saúde em tempo real”, afirma Jorgito Pinheiro, diretor da Vigilância Ambiental.
Segundo o município, a digitalização também reduz o consumo de aproximadamente 500 folhas de papel por semana anteriormente utilizadas nos registros das atividades.
Censo Animal entra nas visitas domiciliares
A segunda ferramenta desenvolvida pela equipe amplia o levantamento para os animais existentes nas residências visitadas.
Por meio do Censo Animal, os agentes poderão registrar informações sobre cães, gatos, equinos, aves, suínos e outras espécies encontradas em cada localidade. No caso de cães e gatos, o sistema também prevê informações sobre vacinação contra a raiva e castração.
A Vigilância Ambiental pretende utilizar a base para planejar campanhas de vacinação antirrábica, ações de castração, atividades educativas, controle de zoonoses e distribuição das equipes.
Segundo a Prefeitura, o Censo Animal também foi desenvolvido para funcionar sem conexão à internet. Os registros feitos ao longo do dia são posteriormente processados para análise.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, afirma que a expectativa é tornar o trabalho preventivo mais rápido e organizado a partir da digitalização das informações coletadas pelos agentes.
A Prefeitura não informou no material divulgado quantos tablets foram disponibilizados, quantos agentes já utilizam os sistemas ou em quais bairros a implantação começou.



