Sete organizações ligadas à pesca artesanal na Lagoa de Araruama foram selecionadas neste ano para receber um total de R$ 140 mil por meio da Bolsa Socioambiental da Prolagos. Cada associação ou colônia terá direito a R$ 20 mil, destinados a investimentos coletivos relacionados à atividade pesqueira.
A entrega simbólica dos recursos aconteceu na terça-feira (15), na sede da concessionária, em São Pedro da Aldeia. Segundo a Prolagos, o número de entidades contempladas aumentou em relação à edição anterior, embora a empresa não tenha informado no material divulgado quantas participaram no ano passado.
Entre as selecionadas está, pela primeira vez, a Associação de Pescadores Artesanais de Monte Alto (APAMA), que reúne 37 pescadores. A entidade pretende utilizar parte do recurso para dar continuidade às melhorias de sua estrutura.
“Já iniciamos, por exemplo, o conserto do telhado e, com essa estrutura pronta, teremos um espaço coberto para trabalhar nas embarcações”, explicou o presidente da associação, Joel da Silva Dias.
Além da APAMA, foram contempladas a Associação dos Pescadores Artesanais de Gancho de Peixe da Laguna de Araruama; Associação dos Pescadores Artesanais de Barragens da Laguna de Araruama (APAB-LA); Colônia de Pescadores Z-29 de Iguaba Grande; Associação dos Pescadores Artesanais da Praia da Baleia (ASPAPRAB); Associação dos Pescadores Artesanais no Parque das Garças Integrada (APESCARPGIN); e Associação dos Pescadores Artesanais e Sentinelas da Laguna Araruama (APASLA).
Para receber o recurso, as organizações precisam estar formalmente constituídas, comprovar atuação na Lagoa de Araruama e passar por processo de habilitação e análise de integridade da concessionária. Depois da liberação, cada entidade deve apresentar um plano de trabalho especificando a aplicação do dinheiro.
Os recursos não são destinados diretamente aos pescadores. Conforme as regras informadas pela empresa, os R$ 20 mil recebidos por cada organização devem financiar ações de caráter coletivo, relacionadas ao fortalecimento da pesca artesanal ou à estrutura das próprias entidades.
Recursos serão fiscalizados por prestação de contas
As organizações deverão apresentar posteriormente relatório das atividades realizadas, resultados, registros fotográficos e documentos fiscais referentes às despesas. Para entidades que já participaram de edições anteriores, a prestação de contas também é considerada na análise para uma nova concessão.
A entrega ocorre durante o defeso da Lagoa de Araruama, período entre 1º de agosto e 31 de outubro em que a captura de peixes fica suspensa para permitir a reprodução das espécies. Nesse intervalo, os pescadores também realizam manutenção de embarcações e equipamentos antes da retomada da atividade.
Segundo a coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos, Aline Araújo, a proposta é permitir que as próprias organizações indiquem as prioridades de investimento.
“Quem vive diariamente a atividade pesqueira conhece de perto suas necessidades. A Bolsa Socioambiental possibilita que as próprias entidades apresentem suas prioridades e proponham melhorias que façam sentido para as suas realidades”, afirmou.



