Representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro fizeram uma visita técnica ao Transviver, serviço municipal de Araruama voltado à saúde da população LGBTQIAPN+. A agenda ocorreu após os primeiros seis meses de funcionamento do ambulatório, período em que foram registrados mais de 1,2 mil atendimentos e 220 pacientes ativos, segundo dados divulgados pela Prefeitura.
Durante a visita, as equipes conheceram a estrutura, os fluxos de atendimento e a forma como o Transviver está integrado aos demais serviços da rede municipal de Saúde.
A agenda também teve um desdobramento no âmbito estadual. Segundo a Prefeitura, o coordenador do Transviver, João Pedro Balbino, foi convidado a integrar o Comitê Estadual de Políticas Públicas para a População LGBTQIAPN+.
“O encontro traz visibilidade e abre portas para que Araruama seja reconhecida nos âmbitos estadual e federal, em um SUS pautado na equidade. Foi uma oportunidade de apresentar o trabalho que desenvolvemos com a rede municipal de Saúde, fortalecendo o diálogo com as gestões estadual e federal”, afirmou Balbino.
O município não informou no material divulgado os nomes e cargos dos representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado que participaram da visita, nem detalhou qual órgão formalizou o convite para participação no comitê estadual.
Serviço reúne diferentes áreas de atendimento
Os números apresentados durante os primeiros seis meses ajudam a dimensionar a estrutura que motivou a pauta institucional. O Transviver contabiliza mais de 1,2 mil atendimentos e 220 pacientes ativos, de acordo com a Prefeitura.
A equipe reúne profissionais de Psicologia, Serviço Social, Endocrinologia, Enfermagem e Nutrição. O atendimento envolve saúde mental, acompanhamento de pessoas trans e travestis, orientação sobre hormonização, prevenção de ISTs, HIV e hepatites virais e acolhimento de situações de violência LGBTfóbica.
Além dos atendimentos individuais, o município informa que foram realizadas 60 ações educativas, alcançando cerca de 450 pessoas, 48 trabalhos em grupo e 50 atendimentos familiares. Outras 50 pessoas são acompanhadas em processos de requalificação civil.
Os 1,2 mil atendimentos não representam necessariamente 1,2 mil pessoas diferentes, já que o mesmo paciente pode utilizar diferentes serviços ou passar por mais de um atendimento. O número informado de pacientes atualmente ativos é de 220.
Para a Prefeitura, a visita das equipes estadual e federal amplia a interlocução do município sobre políticas de saúde voltadas à população LGBTQIAPN+. O próximo desdobramento será a participação do coordenador do Transviver nas discussões estaduais, caso o convite para integrar o comitê seja formalizado.



