Um quarto com problema no ar-condicionado não representa apenas desconforto para o hóspede. Para um hotel, pode significar uma acomodação fora de operação e perda direta de receita. A relação entre climatização, eficiência energética e desempenho da hotelaria estará entre os temas da primeira edição da Febrava RIO, marcada para os dias 6 a 8 de outubro, no Riocentro.
A feira reúne empresas e profissionais ligados aos sistemas de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (AVAC-R), infraestrutura presente em praticamente toda a operação hoteleira, dos quartos às cozinhas, restaurantes, áreas comuns e espaços destinados a eventos.
O debate acontece em um momento de crescimento do turismo no Rio de Janeiro. Segundo projeções da Prefeitura do Rio citadas pela organização da feira, a cidade recebeu 6,4 milhões de turistas no primeiro semestre de 2026, com impacto econômico estimado em R$ 17,2 bilhões.
Com mais visitantes e maior demanda pelos meios de hospedagem, a infraestrutura dos hotéis também ganha peso na capacidade de atender o público e controlar custos.
Um quarto parado também significa receita perdida
Segundo a organização da Febrava RIO, os sistemas AVAC-R interferem em diferentes pontos da operação. Além da temperatura dos quartos, estão relacionados à qualidade do ar, conservação de alimentos, funcionamento das áreas comuns, consumo energético e manutenção dos empreendimentos.
“Na hotelaria, a climatização envolve muito mais do que conforto. É uma infraestrutura diretamente relacionada à continuidade da operação, à eficiência e à experiência do hóspede”, afirma Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO.
A avaliação é compartilhada por representantes da indústria que participarão das discussões. Para Milton Bello, gerente sênior da Daikin Brasil, uma falha pode ter reflexo direto no faturamento.
“Um quarto sem climatização ou aquecimento é uma unidade parada e sem faturamento. Por isso, um bom projeto, aliado a um equipamento confiável e a uma manutenção regular, é fundamental”, afirma.

Outro ponto é o consumo de energia, já que equipamentos de climatização e refrigeração permanecem ligados durante períodos prolongados. Segundo os especialistas ouvidos pela organização, dimensionamento, automação, manutenção e escolha dos equipamentos interferem na eficiência da operação.
O desafio aumenta porque um mesmo hotel possui ambientes com exigências diferentes. Quartos demandam conforto térmico e baixo nível de ruído, enquanto cozinhas e restaurantes dependem também de refrigeração e conservação dos alimentos. Salões de eventos e grandes áreas comuns apresentam outras necessidades de carga térmica e ventilação.
A discussão com a hotelaria fará parte do Febrava CONVERGE, iniciativa que será lançada durante a feira para aproximar fabricantes e especialistas dos profissionais responsáveis pela operação e pelas decisões de investimento dos setores consumidores dessas tecnologias.
A programação será dividida em quatro segmentos: hospitalidade, refrigeração, óleo e gás e construção. Na hotelaria, a proposta anunciada pela organização é discutir tecnologia, projetos, manutenção e eficiência energética a partir dos impactos sobre a operação dos empreendimentos.
A Febrava RIO acontece de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O credenciamento é realizado pelo site oficial da Febrava RIO.



