Pular para o conteúdo
Pesquisar
Degradê com CSS

Tratamento em etapas reduz recaída na dependência química

Tratamento em etapas reduz recaída na dependência química
Tratamento em etapas reduz recaída na dependência química

O estudo realizado, chamado "Comunidades Terapêuticas como Forma de Tratamento para a Dependência de Substâncias Psicoativas", publicado na plataforma SciELO e conduzido pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), apontou que entre 30% e 35% dos pacientes que concluíram tratamento estruturado em ambiente terapêutico deixaram definitivamente o consumo de substâncias psicoativas. Os números apresentados no relatório mostram que a dependência química não se limita a um perfil populacional específico — a pesquisa identificou pacientes de diferentes faixas etárias, gêneros e condições socioeconômicas, indicando que o problema atinge grupos variados da sociedade.

De acordo com a pesquisa, o primeiro contato com drogas ilícitas ocorreu, em média, aos 15,5 anos entre os participantes analisados, enquanto a primeira internação para tratamento se deu em média aos 28,8 anos. Esse intervalo sugere que, na maioria dos casos estudados, a busca por tratamento ocorre mais de uma década após o início do uso. Uma análise sobre clínica de recuperação em São Roque pode ser relevante para famílias que buscam compreender as opções de tratamento disponíveis em suas regiões e avaliar o modelo que melhor se adequa ao histórico do paciente.

O estudo aponta que a Secretaria Nacional Antidrogas reconhece as comunidades terapêuticas como uma das abordagens válidas para o tratamento do uso abusivo de drogas, ao lado da psicoterapia analítica, da terapia cognitivo-comportamental e da prevenção de recaída. Dados apontam que o tratamento estruturado — com etapas definidas, normas claras e acompanhamento multiprofissional — tende a favorecer resultados mais consistentes do que intervenções isoladas. Nesse contexto, informações sobre clínicas de reabilitação podem auxiliar responsáveis e pacientes a identificar instituições que adotem protocolos com essas características.

Ana Clara Andrade Lima, diretora da Clínica de Recuperação JS Prime, avalia que os dados apresentados refletem um cenário em que a organização do tratamento por fases é determinante para os resultados. "O que o estudo confirma é algo que observamos na prática clínica: a recuperação não acontece por impulso, ela acontece por processo. Na JS Prime, organizamos o tratamento em etapas que começam pela avaliação individual do paciente, passam pela desintoxicação supervisionada e evoluem para terapias individuais e em grupo. Cada fase tem uma função específica e prepara o paciente para a seguinte. Quando esse cronograma é respeitado, o paciente chega à alta com ferramentas reais para sustentar a recuperação", pondera.

No contexto analisado pelo estudo, o ambiente estruturado das comunidades terapêuticas funciona como um fator protetor, ao reduzir a exposição do paciente a situações de risco enquanto o processo de reabilitação está em curso. Os números apresentados no relatório mostram que a demanda por esse tipo de serviço cresceu nas últimas décadas no Brasil, levando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a regulamentar o funcionamento das instituições por meio da resolução RDC nº 101 de 2001, o que estabeleceu normas mínimas de funcionamento e fiscalização.

Além disso, a pesquisa identificou que 92,3% dos participantes eram do gênero masculino e que a idade média do grupo analisado era de 36,7 anos. Dados apontam que a maioria dos participantes era solteira no momento do tratamento, o que pode indicar impacto da dependência sobre os vínculos afetivos e familiares ao longo do tempo.

O estudo aponta que os objetivos do tratamento vão além da cessação do uso de substâncias, abrangendo também a reabilitação social do indivíduo e sua reinserção em outros contextos fora do ambiente terapêutico. A pesquisa afirma que, quando os princípios de recuperação, resgate da cidadania e reabilitação física e psicológica são corretamente aplicados, os tratamentos tendem a apresentar resultados positivos.

Para Ana Clara, o cenário apresentado pelo estudo indica que o acompanhamento pós-tratamento é tão importante quanto as etapas anteriores. "Os dados mostram que o intervalo entre o início do uso e a primeira internação costuma ser longo, o que significa que o paciente chega ao tratamento com um histórico complexo. Por isso, na JS Prime, o encerramento da internação não é o fim do processo — oferecemos suporte contínuo para a reintegração à vida cotidiana, porque é nesse momento que muitos pacientes enfrentam os maiores desafios. A estrutura que foi construída durante o tratamento precisa ter continuidade fora da clínica para que os resultados se sustentem", conclui.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

Noticiário das Caravelas

Búzios Feed

As melhores experiências de Búzios em um só lugar! Descubra histórias, dicas e memórias inesquecíveis dessa cidade paradisíaca. Compartilhe seu momento e faça parte dessa viagem!

Matérias Relacionadas

Política de valorização dos catadores de recicláveis em Búzios é pauta do vereador Anderson Chaves na sessão desta quinta (21)

Leilão de carros apreendidos e sucatas já tem data para acontecer em Búzios

Audiências públicas vão apresentar contas da Prefeitura e dados da Saúde de Búzios

Mudança da policlínica de Manguinhos integra reorganização da saúde em Búzios

NOTÍCIAS DE GRAÇA NO SEU CELULAR

A Prensa está sempre se adaptando às novas ferramentas de distribuição do conteúdo produzido pela nossa equipe de reportagem. Você pode receber nossas matérias através da comunidade criada nos canais de mensagens eletrônicas Whatsaap e Telegram. Basta clicar nos links e participar, é rápido e você fica por dentro do que rola na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

[mailpoet_form id="2"]