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Exposições refletem sobre sustentabilidade em São Paulo

Exposições refletem sobre sustentabilidade em São Paulo
Exposições refletem sobre sustentabilidade em São Paulo

Em janeiro, a cidade de São Paulo oferece inúmeras atividades para aproveitar os espaços culturais durante as férias escolares. Com foco na reflexão sobre possíveis caminhos para um futuro mais sustentável, instituições como o Instituto Tomie Ohtake, a Japan House São Paulo (JHSP) e o Museu de Arte de São Paulo (MASP) oferecem exposições que se debruçam sobre a temática das águas, florestas e a relação dos seres humanos com a natureza, propondo experiências que unem arte e conscientização.

A mostra "Águas subterrâneas: narrativas de confluências", em exibição no Instituto Tomie Ohtake, convida o público a olhar para aquilo que sustenta a cidade de forma invisível a partir de um diálogo imaginário entre os rios Charente (França) e diferentes rios de São Paulo, lugares que a exposição esteve em cartaz. Ao abordar temas como a escassez de água, a relação da água com as histórias coloniais e questões de infraestrutura e futuros possíveis, a mostra articula arte, ciência e urbanismo para discutir os recursos hídricos como elemento intrínseco a vida e agente de transformações históricas, políticas e simbólicas na sociedade contemporânea. Em cartaz até 8 de março de 2026, a exposição amplia o entendimento sobre a complexa relação entre as cidades e a natureza sob a ótica da sustentabilidade.

Na Japan House São Paulo, na Avenida Paulista, duas exposições abordam temas ligados ao uso de recursos naturais a partir da perspectiva da cultura japonesa. No segundo andar da instituição, "Fluxos – o Japão e a água" destaca esse bem vital enquanto elemento estruturante da vida no Japão, atravessando dimensões históricas, artísticas, espirituais e urbanas. A curadoria reúne obras de arte de diferentes períodos e apresenta soluções encontradas pela sociedade nipônica para a gestão hídrica mais consciente, como o Canal Subterrâneo de Escoamento da Área Metropolitana de Tóquio. A mostra também explora as águas termais, festivais e rituais que reforçam a relação simbólica e prática dos japoneses com esse recurso essencial ao longo dos anos até 1º de fevereiro de 2026.

Já no piso térreo da mesma instituição, a "Imbuídos das forças das florestas do Japão – Mestres da carpintaria: habilidade e espírito" lança luz sobre a tradição da carpintaria japonesa como prática sustentável milenar, baseada nas relações conscientes e profundas dos carpinteiros nipônicos com as florestas, em seus conhecimentos acerca dos materiais e instrumentos, bem como na transmissão de saberes entre gerações. Em cartaz até 5 de abril de 2026, a mostra traz mais de 80 ferramentas originais, uma réplica em escala real da Casa de Chá Sa-an (1742) e uma instalação sensorial com aromas e amostras de diferentes espécies de árvores típicas japonesas, evidenciando a maestria da carpintaria japonesa e sua preocupação com o uso consciente da madeira.

Também na Avenida Paulista, a programação do MASP segue a temática sustentável com exposições que conectam ecologia, política, história e sociedade. Com obras de 116 artistas, "Histórias da ecologia" apresenta um panorama crítico sobre a construção do pensamento ambiental ao longo do tempo e expande o conceito de ecologia, reunindo obras que evidenciam transformações na forma como a natureza foi representada, explorada e defendida. Organizada em cinco núcleos – "Teia da vida", "Geografias do tempo", "Vir-a-ser", "Territórios, migrações e fronteiras" e "Habitar o clima" –, distribuídos entre o segundo e o sexto andar do edifício, a exposição transita entre saberes geológicos, biográficos, espirituais, comunitários e planetários em busca de reconhecer cosmologias que resistem à destruição da vida e instaurar espaços de imaginação crítica. A exposição permanece em cartaz no MASP até 1° de fevereiro de 2026 e reforça a urgência de pensar a ecologia de forma coletiva e política.

Juntas, essas exposições compõem um percurso cultural que atravessa diferentes territórios da cidade, conectando arte, meio ambiente e consciência ecológica e sustentável.

Serviço:

Exposição "Águas subterrâneas: narrativas de confluências"

Local: Instituto Tomie Ohtake – Rua Coropés, 88

Período: até 8 de março de 2026

Entrada gratuita. Mais informações em www.institutotomieohtake.org.br

Exposição "Fluxos – o Japão e a água"

Local: Japan House São Paulo, segundo andar – Avenida Paulista, 52

Período: até 1º de fevereiro de 2026

Entrada gratuita. Mais informações em www.japanhousesp.com.br

Exposição "Imbuídos das forças das florestas do Japão – Mestres da carpintaria: habilidade e espírito"

Local: Japan House São Paulo, térreo – Avenida Paulista, 52

Período: até 5 de abril de 2026

Entrada gratuita. Mais informações em www.japanhousesp.com.br

Exposição "Histórias da ecologia"

Local: MASP – Avenida Paulista, 1578

Período: até 1º de fevereiro de 2026

Mais informações em www.masp.org.br

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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