O vice-prefeito de Cabo Frio, Miguel Alencar, afirmou nesta quinta-feira (25) que ele e a esposa, a nutricionista Maitê Westermann, foram vítimas de ameaças de morte. A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Miguel exibiu mensagens que, segundo ele, foram recebidas por WhatsApp. O caso, de acordo com o vice-prefeito, foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia, sob o número 126-04074/2026.
No vídeo, Miguel disse que decidiu se manifestar após um período de silêncio diante do aumento de ataques pessoais no ambiente político local. Segundo ele, o embate ultrapassou os limites da disputa política e passou a atingir sua vida familiar. O vice-prefeito também relatou ter se afastado de parte das articulações recentes em Cabo Frio por considerar o cenário hostil.
Durante a gravação, Miguel apresentou mensagens que classificou como ameaçadoras. Em uma delas, uma pessoa identificada pelas iniciais R.S. afirma que estaria acompanhando a rotina do vice-prefeito e escreve que, caso ele continuasse “nessa”, haveria “banho de sangue”. Em outra mensagem, enviada à esposa de Miguel, a mesma pessoa teria orientado Maitê a aconselhar o marido, afirmando que ele estaria “muito acelerado”.
O vice-prefeito também exibiu uma terceira mensagem, enviada por outro número, identificado pelas iniciais P20. No texto, a pessoa afirma que estaria “tudo palmeado” e pede que Miguel não causasse problemas nem se envolvesse em determinadas situações, encerrando com a frase “o aviso tá dado”.
Miguel afirmou ainda que, ao buscar esclarecimentos sobre as mensagens, ouviu a possibilidade de que pessoas ligadas ao próprio grupo político ao qual pertence pudessem estar envolvidas. Apesar do relato, o vice-prefeito não atribuiu publicamente a autoria das ameaças a nomes específicos. A identificação dos responsáveis caberá à investigação policial.
Após a repercussão do caso, o prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL), afirmou que acompanha a apuração e que entrou em contato com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para solicitar rapidez na investigação. Em manifestação publicada nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que defende o uso dos recursos legais disponíveis, como o rastreamento dos números utilizados nas mensagens e outras diligências necessárias para identificar os autores.
Serginho também afirmou que divergências políticas não podem resultar em episódios de violência, intimidação ou ameaça. Segundo o prefeito, embora existam posicionamentos distintos dentro do governo, o caso deve ser tratado como uma questão de segurança pública e investigado pelas autoridades competentes.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão nos bastidores da política cabo-friense. Miguel Alencar mencionou, no vídeo, o desgaste provocado por ataques pessoais e pela hostilidade no cenário político municipal. Mesmo diante das ameaças relatadas, o vice-prefeito afirmou que não pretende recuar e que seguirá atuando em defesa do que considera melhor para Cabo Frio.
A Polícia Civil deve apurar a origem das mensagens, a identificação dos autores e eventual motivação política no caso.



