Viajar para ver futebol ao vivo deixou de ser exceção e passou a orientar a escolha de destinos. No Brasil, 14% dos viajantes consideram o esporte como fator decisivo, segundo levantamento do Ministério do Turismo com a Nexus. Em escala global, a tendência se confirma: 20% dos turistas viajam principalmente por motivos esportivos, de acordo com estudo da Priority Pass.
O apelo está na experiência. Quase metade dos viajantes aponta a emoção de assistir a partidas como principal motivação, enquanto a maioria opta por estadias curtas, de até quatro dias, alinhadas ao calendário de jogos e eventos.
O fenômeno movimenta cifras relevantes. Estimativas da consultoria Market.us indicam que o turismo esportivo alcançou US$ 831 bilhões em 2025, com o futebol liderando a demanda. Estádios históricos se consolidam como pontos turísticos, combinando visitação, museus e tours guiados.
Entre os destinos mais procurados está a La Bombonera, casa do Boca Juniors, em Buenos Aires. A arena se tornou parada obrigatória para visitantes interessados na cultura do clube e na atmosfera das arquibancadas, mesmo fora dos dias de jogo.
A mudança no perfil do turista também impacta a hotelaria. Empreendimentos próximos a estádios passam a integrar a experiência da viagem. É o caso do La Boca Undici by Howard Johnson, instalado em frente à La Bombonera, que aposta na conexão direta com o universo do futebol para atrair hóspedes, sobretudo brasileiros.
A proposta acompanha um movimento mais amplo: viagens guiadas por interesse, nas quais esporte, música e gastronomia deixam de ser complemento e passam a definir o roteiro.


