A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (5), a prisão preventiva da turista e advogada argentina Agostina Paez, acusada de proferir ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. (CNN
A decisão do Tribunal de Justiça do estado atende à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que aponta condutas discriminatórias ocorridas no dia 14 de janeiro, durante uma discussão sobre o valor da conta em um estabelecimento da Rua Vinícius de Moraes.
Antes da prisão preventiva, a Justiça já havia imposto medidas cautelares: proibição de deixar o país, retenção do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica. Vídeos e testemunhas constataram gestos e expressões considerados racistas, incluindo imitação de macaco e uso de termos ofensivos dirigidos aos funcionários.
O crime de racismo no Brasil é inafiançável e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, segundo a legislação vigente.


