STF julga pedidos para suspender a Copa América no Brasil

Realização da Copa América foi cancelada na Argentina e na Colômbia. Na última semana, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos anunciou que o Brasil irá sediar o campeonato

PROLAGOS 300_250_pix

Nesta quinta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar três pedidos que tratam sobre a suspensão da realização da Copa América no Brasil, em razão da pandemia da covid-19. No dia 1 de junho, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, havia anunciado que o país iria sediar o campeonato, com início no dia 13 deste mês.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais do ministro e dividiu opiniões entre a sociedade civil por conta do risco de contágio com a Covid-19 que eventos como este promovem.

Imagem: Redes Sociais | Reprodução.

Os pedidos são julgados em três processos pautados em uma sessão de 24 horas do plenário virtual do Supremo, ambiente digital em que os ministros depositam seus votos por escrito, sem necessidade de debate oral.

Copa América

A realização da Copa América no Brasil foi anunciada em 31 de maio pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), entidade responsável pelo evento. Antes, a realização do torneio havia sido cancelada na Argentina e na Colômbia.

O campeonato é o principal torneio de seleções da América do Sul, e conta com a participação de dez seleções divididas em dois grupos. Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai estão no Grupo A. Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela formam o Grupo B.

Entenda a votação

Um dos pedidos de suspensão foi feito pelo PT, em uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) sobre questões relativas à pandemia que é relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski. Outros dois pedidos foram feitos em processos relatados pela ministra Cármen Lúcia, um aberto pelo PSB e outro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Todos são julgados em conjunto.

Durante o período da manhã, quatro ministros votaram no sentido de permitir o torneio. Em seu voto, Lewandowski não se manifestou contra a realização do torneio e citou outras competições em curso, como o Brasileirão 2021 e a Copa Libertadores da América, e também os Jogos Olímpicos de Tóquio, marcados para começar em julho.

A ministra Cármen Lúcia, que votou somente em duas das três ações até agora, também não se opôs à realização do torneio, embora tenha ordenado a observância obrigatória de protocolos sanitários.

Os demais ministros devem votar até as 23h59 desta quinta-feira (10).

PRENSA 970X250 GOOGLE CONTEMPLADO INTERTEXTO BARRA
Comentários