O navio de apoio marítimo Skandi Amazonas foi retirado da Praia Campista, em Macaé, na manhã desta quinta-feira (06), após permanecer 83 dias encalhado. A operação de desencalhe começou ainda durante a madrugada e a embarcação voltou a flutuar por volta das 8h, encerrando uma das mais complexas ações de salvamento naval já realizadas na região.
Segundo informações publicadas pelo Clique Diário, todo o procedimento foi executado com segurança e sem registro de danos ambientais.
Após deixar a faixa de areia, o Skandi Amazonas seguiu para as proximidades da Ilha de Santana, onde deverá permanecer por cerca de dois dias para a realização de novas etapas da operação. Em seguida, a embarcação será levada para o Rio de Janeiro.
Como foi possível retirar a embarcação
De acordo com o Clique Diário, a empresa responsável pela embarcação realizou uma série de intervenções para permitir a reflutuação.
O Skandi Amazonas possui casco de fundo duplo, estrutura formada por duas camadas estanques. Durante a operação, mergulhadores executaram reparos na parte superior do casco, possibilitando que o navio voltasse a flutuar.
Após esse processo, a água acumulada no interior da embarcação foi bombeada de forma controlada.
Os reparos na parte inferior do casco não puderam ser feitos enquanto o navio permanecia encalhado. Essa etapa será realizada agora, já em alto-mar, nas proximidades da Ilha de Santana.
Marinha acompanhou a operação
Em nota, a Marinha do Brasil informou que os trabalhos foram retomados na quarta-feira (05), após as condições técnicas permitirem a continuidade da operação.
Segundo a instituição, a remoção ocorreu por meio do bombeamento controlado da água existente nos compartimentos alagados da embarcação, permitindo sua reflutuação.
Futuro do Skandi Amazonas ainda será definido
Ainda segundo o Clique Diário, o Skandi Amazonas continua pertencendo à empresa DOF.
Após avaliações técnicas, foi constatado que o custo estimado para recuperação da embarcação supera o valor segurado, levando à declaração de perda total construtiva.
Apesar disso, o navio permanece sob responsabilidade da empresa e passará por novas inspeções, que definirão se será recuperado ou receberá outra destinação.



