No Sana, na região serrana de Macaé, a água levou pontes e isolou famílias. Em alguns pontos, só se chega com cordas esticadas sobre o rio. Por elas passam sacolas com alimentos, remédios e, quando necessário, pessoas retiradas de áreas ilhadas.
“Estamos aqui para ajudar. Tem lugar que nem carro alto consegue passar”, relata um morador envolvido nas travessias. Em outro ponto, voluntários comemoram após cruzar a correnteza com mantimentos: “Conseguimos”.
A mobilização se concentra na Igreja de São Sebastião do Sana e na Primeira Igreja Batista do Sana, que abriram as portas para receber e organizar doações. “Estamos na igreja católica, separando tudo. O portão está aberto”, informou um dos coordenadores da ação. A triagem inclui alimentos, água potável, roupas e produtos de higiene.
Há moradores que seguem ilhados. Em áreas mais altas, grupos se revezam para manter o envio de suprimentos. A cantora Tati Veras, da banda Raiz do Sana, iniciou uma vaquinha online para apoiar as famílias atingidas.
Do alto de uma das encostas ainda acessíveis, é possível ver máquinas da prefeitura trabalhando. A atuação é contínua, com equipes na liberação de estradas e avaliação de danos estruturais. Mas quando a chuva aumenta, os serviços precisam ser interrompidos por segurança.
A previsão indica instabilidade persistente. No distrito, a resposta mais imediata tem vindo da própria comunidade, que transformou igrejas em centros de apoio e cordas em rotas de sobrevivência.

Saúde em alerta após enchentes
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) está atualizando a vacinação contra o tétano, considerada essencial neste momento, principalmente para quem atua nos resgates e na limpeza das áreas atingidas. O atendimento ocorre na ESF do Arraial do Sana.
Outras orientações:
• Evitar contato com a água da enchente;
• Utilizar equipamentos de proteção individual;
• Não consumir água ou alimentos que tiveram contato com a água das chuvas.


