Três bares que fazem parte da memória gastronômica do Rio de Janeiro estarão no Rio Gastronomia em setembro e outubro. Bar Urca, Bar da Portuguesa e Bode Cheiroso ocuparão, cada um em um fim de semana, o espaço “Patrimônios do Rio”, iniciativa da Riotur que reúne estabelecimentos reconhecidos como Patrimônios Culturais Cariocas.
A participação acontece nos três fins de semana do evento: 17 a 20 de setembro, 24 a 27 de setembro e 1º a 4 de outubro. Além de apresentar a história dos botequins, o espaço permitirá que o público experimente pratos e petiscos característicos de cada endereço, com opções que vão do tradicional bolinho de bacalhau ao torresmo, passando por bobó de camarão, arroz de costela e sanduíche de pernil.

A programação começa com o Bar Urca, de 17 a 20 de setembro. No segundo fim de semana, de 24 a 27 de setembro, será a vez do Bar da Portuguesa. O Bode Cheiroso encerra a participação entre 1º e 4 de outubro.
A proposta integra a série digital “Patrimônios do Rio”, criada pela Riotur em parceria com o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) para registrar a história de estabelecimentos ligados à identidade cultural da cidade.
Bar Urca abre a programação
Reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca em 2012, o Bar Urca é um dos endereços tradicionais da Zona Sul e tornou-se conhecido também pela localização às margens da Baía de Guanabara.
No Rio Gastronomia, o cardápio terá canoinha de bobó de camarão por R$ 30 e pastel de camarão por R$ 17. A porção com seis mini coxinhas ou mini bolinhas de queijo custará R$ 25, enquanto seis mini bolinhos de bacalhau sairão por R$ 35.
O estabelecimento participa do primeiro fim de semana, entre 17 e 20 de setembro.
Bar da Portuguesa leva tradição de Ramos
No segundo fim de semana, de 24 a 27 de setembro, o espaço será ocupado pelo Bar da Portuguesa, aberto em Ramos em 1972 e reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca em 2021.
Um dos destaques é o bolinho de bacalhau, vendido por R$ 13 a unidade ou R$ 72 a porção com seis.
O cardápio terá ainda pastel de camarão com Catupiry (R$ 13), pastel de queijo (R$ 12,50) e sopa de siri (R$ 35).
Entre os pratos mais completos está o Arroz do Didi, preparado com camarão e bacalhau, azeitonas, pimenta biquinho, palmito, salsa e queijo gratinado, por R$ 65.
A salada de bacalhau, acompanhada de grão-de-bico, ovos, azeitonas, salsa, palmito, maçã e pimenta biquinho, custará R$ 60.
O bar também carrega uma relação com a história da música brasileira. Pixinguinha nasceu e cresceu nas proximidades e, segundo a Riotur, era frequentador do estabelecimento.
Torresmo e comida de botequim no último fim de semana
O Bode Cheiroso, no Maracanã, encerra a programação do projeto entre 1º e 4 de outubro.
Reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca em 2023, o estabelecimento leva ao festival um cardápio centrado na tradicional comida de botequim.
A batata frita do Bode Cheiroso, preparada com muçarela gratinada e farofa de torresmo, custará R$ 30. O tradicional torresmo em barra será vendido por R$ 44.
Também estarão disponíveis moela com pão (R$ 42), sanduíche de pernil com provolone, molho de abacaxi e fritas (R$ 45) e arroz de costela com pesto de agrião (R$ 48).
Outra opção é a Maravilha de Carne Seca, composta por bolinhos de carne seca com Catupiry, recheados com muçarela e empanados em farinha panko, por R$ 45.
O prato “Grande Encontro”, com creme de aipim, queijo coalho, carne seca, farofa de torresmo e manteiga de garrafa, custará R$ 54.
Bares como patrimônio cultural do Rio
Desde 2010, a Prefeitura do Rio reconhece bares e botequins como patrimônio imaterial na categoria Atividade Econômica Tradicional e Notável.
A iniciativa considera não apenas a gastronomia, mas a relação desses estabelecimentos com a memória, os bairros e a vida cotidiana da cidade.
Essa história também deu origem à série digital “Patrimônios do Rio”, atualmente em sua segunda temporada.
Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, levar o projeto ao Rio Gastronomia amplia a visibilidade desses espaços.
“São lugares que atravessam gerações, preservam tradições e seguem vivos nos balcões, nas mesas e nos sabores que ajudam a contar a história do Rio”, afirmou.
No festival, essa memória deixa as telas e chega às mesas, permitindo que o público conheça tanto as histórias quanto os sabores de três tradicionais botequins cariocas.



