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Por Talytha Selezia

 

Imersão em outro? Preciso usar o amor todo? Precisa passar por cima da sua própria razão?

Tenho me feito essas perguntas a algum tempo e acompanhando um término confuso de uma amiga, vi como essas relações de imersão total na vida do outro, pode ser prejudicial no fim. Ninguém entra em um relacionamento, pensando em futuros términos, nem esclarecendo coisas, para que num possível término, sua saúde mental e sentimental não seja devastada.

Vejo a necessidade de muitos casais de respostas imediatas, cobranças excessivas de explicações e atenção e quando não se está no meio, é mais fácil perceber e se afastar, mas estando nesse momento, nem sempre se percebe o que está acontecendo.

Ainda acompanhando esse mesmo casal, via uma dor no olhar da minha amiga, que eu não entendia como normal. Não estava dentro das minhas capacidades retirar aquele sentimento que ela me passava, que se sentia insuficiente, que sentia saudades, falava o nome da outra pessoa o tempo inteiro. Ficou mais magra, e mais insegura, e nem a própria percebia, mas nós os amigos sempre viemos para perceber e dizer quando está chegando ao ponto do doentio.

Quando me pergunto sobre precisar usar o amor todo, é muito mais sobre o que pertence ao outro, e o que já era seu, e que mesmo tendo convívio diário, essas coisas não podem se confundir, ou fundir-se ao longo do tempo. Os casais jovens principalmente, existe uma perda de identidade, como se os dois fossem um, e isso é incomodo pra mim, afinal nascemos como indivíduos, e as vezes o egoísmo é autopreservação.

Minha amiga, que disse que nunca aceitaria algumas coisas, e aceitou, pois achou impossível viver sem aquele amor, hoje tem perdido cada vez mais a identidade, tem falado igual ao cara, com roupas em estilo parecido, músicas iguais, coisas que antes ela gostava e hoje diz não gostar mais, é doloroso ver, mas eu não tenho como fazer oposição, não agora, não tem como eu me afastar e deixar para o tempo resolver.

Eu fui muito julgada a sair de um relacionamento “estável”. Aos olhos dos outros, para viver o que queria, o que eu sonhava, e sair sozinha/o é complicado, e minha relação não era essa relação de imersão não, éramos tranquilos até, mas, mesmo assim, é complicado.

Abandonar situações é complicado, pra mim como amiga entender o sofrimento, tentar não construir críticas sobre essa dependência e com amor tentar mostrar que o único amor que é vital é o próprio.

E esse texto é sobre como lidar com coisas que a gente não conhece? Coisas que ninguém nos explica sobre, ninguém fala de amor, de dependência, de submissão, e quando estamos expostos aos mesmos não sabemos como reagir, ignorando essa dor e essas relações abusivas.

Confusas e jovens, estamos dando um parâmetro de relacionamento que não deve ser aceitável. Quando chegou a te destruir no fim, era porque no início já haviam problemas

 

Talytha Selezia é mulher preta, poeta e integrante do Coletivo Ónix

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