A Vigilância em Saúde de Rio das Ostras reforçou as orientações sobre o protocolo de prevenção da raiva humana após acidentes envolvendo mordidas, arranhões ou qualquer outro contato com risco de transmissão do vírus. A recomendação é que a população procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima para limpeza do ferimento e avaliação médica.
Segundo a Secretaria de Saúde, durante o atendimento os profissionais avaliam o tipo de exposição, gravidade da lesão, local do ferimento e as condições do animal envolvido no acidente. Também é analisada a possibilidade de observação do animal por dez dias para monitoramento de sintomas.
Nos casos em que o animal permanece saudável e pode ser acompanhado, o paciente poderá apenas ficar em observação ou receber vacinação, conforme avaliação clínica. Já quando o animal apresenta sinais suspeitos, desaparece, morre ou não pode ser monitorado, o esquema de vacinação antirrábica deve ser iniciado imediatamente.
De acordo com o protocolo, acidentes considerados graves — como mordidas profundas, múltiplas lesões ou ferimentos em regiões como cabeça, mãos e pés — podem exigir, além da vacina, a aplicação do soro antirrábico.
A Vigilância em Saúde destaca que a raiva humana é uma doença de alta letalidade após o surgimento dos sintomas, tornando o atendimento rápido fundamental para evitar complicações.
Na Região da Baixada Litorânea, os polos especializados para aplicação do soro antirrábico ficam em Araruama e Cabo Frio. Pacientes avaliados nas unidades de saúde poderão ser encaminhados para esses locais quando necessário.



