A Justiça do Rio de Janeiro expediu na terça-feira (3) um mandado de prisão preventiva contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após a tornozeleira eletrônica que ele deveria usar ficar desligada desde domingo (1º). A informação é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ) e da Polícia Civil.
Oruam passa a ser considerado foragido da Justiça após revogação de um habeas corpus concedido anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A liminar que o mantinha em liberdade foi retirada na segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que apontou “descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas”, especialmente no que se refere ao monitoramento eletrônico.
Segundo a Seap, o artista vinha sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro de 2025. A partir de 1º de novembro, foram registradas 66 violações das determinações judiciais, das quais 21 ocorreram em 2026, a maioria por falta de carregamento da bateria do dispositivo. Após uma substituição do equipamento em dezembro, as falhas continuaram, e o aparelho permanece sem carga desde o início de fevereiro, comprometendo o acompanhamento judicial.
A Polícia Civil informou que realiza buscas em diferentes endereços ligados ao rapper para cumprir o mandado de prisão, mas até o momento ele não foi localizado.
A defesa de Oruam afirma que as supostas irregularidades decorrem de problemas técnicos no equipamento, e que não houve intenção deliberada de descumprir as medidas cautelares impostas pela Justiça.
O processo que levou à prisão preventiva tem origem em um episódio de 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio, quando o Ministério Público acusa Oruam e outras pessoas de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão. De acordo com a denúncia, os agentes teriam sido alvos de pedras arremessadas do interior do imóvel.


