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Colarinho Branco

 

Fábio Emecê
Professor de português do estado do Rio de Janeiro, rapper e ativista de causas ant-racistas

Em épocas de soltura de corruptos, prisão de inocentes, impedimentos de idôneos e silêncio dos incomodados, um capítulo da nossa reles pública é escrito e, com certeza, alguém não está tendo vez nas memórias.

Memória condicionada a spots e roteiristas devidamente formados, anexados a empresas e redações produtoras de conteúdo que invadem diariamente casas, estabelecimentos, apartamentos, kitnets e barracos, graças a concessão pública do espectro telecomunicacional.

Além disso, o mundo gira, e como, assim como aviões pousam, e como, transportando pessoas e pasta base, matéria-prima de uma substância que serve para entupir narizes de pessoas, assim como já entupiu o pai da psicanálise e hoje entope o nariz dum senador da reles pública, corrupto comprovado e solto pelo Supremo Tribunal que mantém na prisão alguém preso por furto de ovo de páscoa.

E Rafael Braga, aquele que o juizado do Rio de Janeiro julgou um pretenso terrorista por portar pinho sol nas manifestações de 2013. Aliás, o único preso e condenado, o manifestante alheio a onda de protestos contra a corrupção, pois o mesmo estava indo para um abrigo improvisado, de tantos, dos diversos moradores de rua, da grande, cruel, na propaganda, calorenta, mas fria antiga capital da reles pública.

A mesma antiga capital onde se abriga o senador belo, de carreira pública extensa e idônea, porém, corrupto e negociador de drogas ilícitas, amigo de outro negociador de drogas ilícitas, também bom político, oriundos das Minas, gerais, cujos anais, escondem sumiço de jornalistas, quicá, jornais.

O meliante, pro grande público, o traficante, é mirado na porta de uma escola, em dia letivo, onde crianças e jovens praticam atividades, afinal, a educação salva, e o tiro não acerta o meliante, pro senso comum, traficante, atinge a aluna e a assassinada vai para a tribuna, porque a política pública para ser questionada, depende do roteirista, na sala climatizada.

E quando a pacificação é trabalhada por escalas, com reportagens especiais sobre rota de ervas, considerada ilícita por capricho de legalistas, em vez de se procurar saber de quem são os helicópteros, que pousam em lugares inóspitos, ou nem tanto, pois fazendas de gado e soja, são consideradas carro chefe pro comércio da reles pública com o Mundo.

Um senador, outro senador, um deputado e um Ministro, todos corruptíveis, em vários momentos históricos, considerados bandidos, soltos e protegidos, pelo supremo, pelo extremo, pelos roteiristas e por nós, que nunca vamos além.

O nosso momento histórico nos faz pedir explicações da criança assassinada pelo agente público, pela estudante assassinada pelo agente público, pelo Rafael Braga, o preso. Os injustiçados pela reles pública precisam dar explicações sobre o que lhes foi acometido.

Gostaria de greves, não paralisações. Gostaria de ocupações, não de atos-show. Gostaria de enfrentamentos, não de fotos sorridentes em passeatas. Gostaria de tanta coisa, mas somos agência fracassada.

Há uma possibilidade de retomada, uma revolta como a balaiada, uma queimada de casas grandes ou qualquer ato potente o suficiente para que a relés pública caia? Não sei. Só sei que o que está sendo oferecido hoje, por muitos agentes, principalmente os legitimadores, é furada.

Até o dia onde os fracos da relés pública, tenham vez…

 

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