O setor de serviços não financeiros segue em expansão no Rio de Janeiro. Dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2023, apontam que 1,4 milhão de pessoas estavam ocupadas no segmento no estado, contra 1,3 milhão em 2022.
O levantamento mostra que, no Brasil, 15,2 milhões de trabalhadores atuaram em 1,7 milhão de empresas do setor, número recorde de mão de obra. No Rio, foram 134 mil empresas ativas em 2023, responsáveis por R$ 61,5 bilhões em salários e outras remunerações. A receita bruta alcançou R$ 345,7 bilhões, o equivalente a 10% do total nacional — participação que coloca o estado em segundo lugar no ranking, atrás apenas de São Paulo (45%). Minas Gerais (7,8%), Paraná (5,5%) e Rio Grande do Sul (4,7%) completam as primeiras posições.
No estado fluminense, os serviços profissionais, administrativos e complementares predominam, com mais de 50 mil empresas e 564 mil empregados. O setor reúne atividades que vão de agências de viagens, segurança e vigilância a serviços técnico-profissionais, de escritório e apoio administrativo. Ele também lidera em receita bruta, com R$ 80,2 bilhões. Na sequência aparecem os setores de informação e comunicação (R$ 69 bilhões) e de outros transportes (R$ 59 bilhões).
Outros segmentos também se destacam. O de alojamento e alimentação concentra quase 252 mil trabalhadores e 20,8 mil empresas, enquanto o de informação e comunicação reúne 13,6 mil unidades.
A PAS é realizada desde 1998 e retrata as características estruturais das empresas de serviços não financeiros no país. O setor tem peso significativo no PIB e no total de empregos formais, reunindo atividades de diferentes intensidades tecnológicas e capacidades de geração de receita. Segundo o IBGE, os dados permitem análises detalhadas para orientar estratégias de governos, empresas e sociedade civil.