Por Belén Maria Baigorria, representante do Movimento Por Nossos Filhos e da Rede de Mãe à Mãe_

Querido coletivo,
Há mais de seis anos nos unimos. Não por vaidade, não por política partidária, mas por amor. Um amor urgente e desesperado de mães e pais que viram os direitos de seus filhos ameaçados diante da indiferença e da inoperância do governo de turno. Naquele momento foi o governo do Dr. André, depois veio Alexandre, e hoje, o risco que corremos é o de perder tudo o que conquistamos com corpo e alma ao longo destes mais de seis anos.
Ontem, lutamos POR Nossos Filhos. Fomos nós, mães e pais, que botamos o corpo na rua, a voz na audiência, o coração na porta da escola. Hoje, são ELES, nossos filhos, já crescidos, estudantes e jovens buzianos, que estão organizando, ocupando e botando essa mesma força para enfrentar algo muito maior: a sombra da colonização, a tentativa de calar o pensamento crítico e entregar nossa soberania.
Eles não deixaram a luta cair. Nós não podemos deixá-los sozinhos nessa empreitada.
Por isso, convoco com toda a força que ainda tenho, a todo este coletivo que nunca se curvou: precisamos estar juntos, mais uma vez, cotovelo a cotovelo com os estudantes e jovens de Búzios, lutando como no primeiro dia.
Porque não estamos falando de passado. Estamos falando do futuro que garantimos e que agora está em risco.
O QUE CONSTRUÍMOS NÃO FOI FAVOR. FOI DIREITO CONQUISTADO.
Que ninguém se esqueça do que este Movimento, feito de mães, pais e responsáveis de alunos, já arrancou do poder público:
Garantimos o vale alimentação durante a pandemia, quando muitas crianças só tinham a merenda da escola para comer. Levamos para dentro da Câmara, na audiência pública de 2023, a pauta da saúde mental, e conquistamos psicólogos nas unidades escolares, com a proposta de uma segurança afetiva e efetiva. Lutamos por reforma das escolas, e a reforma da Escola Nicomedes é símbolo disso. Implementamos a gestão democrática nas escolas, para que a comunidade escolar tenha voz. Conquistamos a educação infantil em horário integral, a merenda de qualidade, o transporte escolar e a educação inclusiva com mediadores para nossas crianças com deficiência.
A educação emocional, que também reivindicamos, ainda segue pendente. E é por isso mesmo que não podemos parar.
Cada uma dessas vitórias tem nome, tem rosto, tem reunião até de madrugada, tem choro e abraço. Não vamos entregar.









O CHAMADO É AGORA
Hoje, mais do que nunca, o Movimento Por Nossos Filhos precisa marcar presença. ⭐❤️
Não é hora de cansaço. É hora de memória e de coragem.
Nos encontramos:
Neste domingo 18, às 11h, na Caixa Econômica
E na próxima quinta-feira 22, às 16h30, na Praça Santos Dumont
Vamos mostrar aos nossos jovens que a mesma mão que os embalou, é a mesma que agora segura a deles na rua.
Por Nossos Filhos, ontem, hoje e sempre.
Nos vemos lá. Precisamos estar mais juntos do que nunca!



