O jornalista Renato Machado, um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada pela unidade de saúde, que lamentou o falecimento e prestou solidariedade à família.
Com uma carreira marcada por mais de quatro décadas na TV Globo, Renato Machado tornou-se uma das vozes mais conhecidas do jornalismo brasileiro. Entre 1996 e 2010, comandou o Bom Dia Brasil como apresentador e editor-chefe, período em que participou da reformulação do telejornal e consolidou um estilo reconhecido pela sobriedade e credibilidade.
Ao longo da trajetória, também apresentou o Jornal da Globo, o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional em Londres, acompanhando acontecimentos históricos, como o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados terroristas em Paris, em 1986.
Natural do Rio de Janeiro, Renato Machado nasceu em 21 de março de 1943. Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), iniciou a carreira no Jornal do Brasil, após uma passagem pela BBC de Londres. Em 1982, ingressou na TV Globo, onde permaneceu até 2021.
Depois de deixar a bancada dos telejornais, voltou a atuar como correspondente internacional e, nos últimos anos na emissora, trabalhou como repórter especial do Globo Repórter. Após encerrar o vínculo com a Globo, manteve contato com o público pelas redes sociais, compartilhando conteúdos sobre viagens, música e vinhos, uma de suas grandes paixões.
A morte de Renato Machado gerou manifestações de pesar de colegas de profissão, jornalistas e telespectadores que acompanharam sua trajetória. Considerado uma referência do telejornalismo nacional, ele deixa um legado marcado pelo compromisso com a informação e por coberturas que fizeram parte da história da televisão brasileira.



