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Narração gerada por IA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enfrentou na noite desta quinta-feira (27) uma sequência de perguntas sobre as investigações envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante sua participação na série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência. Lula classificou as suspeitas como “ilações”, disse acreditar na inocência do filho, mas afirmou que não haverá interferência do governo caso as investigações avancem.
Fábio Luís é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência em órgãos do governo federal. Segundo as investigações citadas durante a entrevista, a PF apura se ele teria utilizado a condição de filho do presidente para intermediar interesses privados no Palácio do Planalto, no Ministério da Saúde e na Dataprev. Também são investigadas suas relações com empresários e com a lobista Roberta Luchsinger. Até o momento, as apurações não resultaram em condenação de Fábio Luís.
Questionado por César Tralli sobre a responsabilidade do governo diante das suspeitas, Lula afirmou que o filho deverá responder caso tenha cometido alguma irregularidade.
“Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele tem que pagar como qualquer cidadão.”
O presidente acrescentou que não haverá “um milímetro de movimento” da Presidência para proteger o filho e disse estar chateado com o episódio. Ao mesmo tempo, contestou a consistência das suspeitas e afirmou que elas seriam construídas a partir de conversas telefônicas analisadas pela investigação. Lula também acusou a Polícia Federal de promover vazamentos sobre o caso.
Negativa sobre lobista gera novo questionamento
Outro momento da entrevista que ganhou repercussão ocorreu quando Lula foi questionado sobre Roberta Luchsinger, empresária e lobista investigada por suspeita de tráfico de influência e apontada como próxima de Fábio Luís.
Lula negou conhecer Luchsinger e afirmou nunca ter estado próximo dela. Horas depois da entrevista, porém, a Folha de S.Paulo localizou ao menos três fotografias publicadas pela própria empresária nas quais ela aparece ao lado do presidente em ocasiões ocorridas entre 2022 e 2023. Uma das imagens é de agosto de 2023, já durante o atual mandato.
A existência das fotografias não comprova, por si só, participação de Lula nas condutas investigadas nem relação com os negócios atribuídos à lobista, mas contradiz a afirmação feita pelo presidente durante a entrevista de que nunca havia estado com ela. Segundo a Folha, integrantes da campanha avaliaram após a localização das imagens que a declaração exigiria uma explicação.
Lula também foi questionado sobre Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente, que recebeu valores de Luchsinger. Nesse ponto, Lula afirmou que o ex-assessor errou ao manter a relação e que deverá responder por seus atos caso tenha cometido irregularidades.
A sequência de perguntas levou o presidente a comentar, ainda durante a sabatina, que estava se sentindo como se estivesse no Ministério Público. Depois desse primeiro bloco, a entrevista avançou para temas como o caso Banco Master, fraudes no INSS, contas públicas, educação, segurança pública e economia.
A participação de Lula deu continuidade à série da Globo iniciada na segunda-feira (24). Já foram entrevistados Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), além de Lula. Nesta sexta-feira (28), será a vez de Flávio Bolsonaro (PL), com entrevista prevista para 21h30. Augusto Cury (Avante) encerra a rodada no sábado (29). As sabatinas são conduzidas por Renata Vasconcellos e César Tralli.



