Instituto de Segurança Pública cria núcleo de estudos para casos de violência contra a mulher

Grupo de trabalho será responsável por monitorar os crimes contra a mulher no estado e elaborar estudos sobre o tema

A luta em combate à violência contra a mulher ganhou mais um reforço. Nesta terça-feira (9), o Instituto de Segurança Pública (ISP) criou o Núcleo de Estudos ISP Mulher, grupo de trabalho formado apenas por servidoras do Instituto, que terá como principal missão subsidiar o Poder Executivo estadual com dados sobre a violência doméstica, que podem ser base para a criação de políticas públicas.

Segundo o Instituto, o núcleo ainda será responsável por acompanhar os crimes de violência contra a mulher ao longo do tempo e elaborar estudos sobre o tema. A portaria de criação do ISPMulher foi publicada no Diário Oficial e estabelece que o núcleo poderá fornecer dados e informações policiais não sigilosas para pesquisadores que desejem aprofundar seus estudos sobre a violência contra a mulher.

De acordo com o Governo Estadual, serão ainda elaborados editais de pesquisa sobre o tema, além da proposição de debates e eventos.

“O ISP foi o primeiro órgão estadual do Brasil a se debruçar e produzir estatísticas para entendermos a violência contra a mulher. Fazemos isso há 15 anos com o Dossiê Mulher e temos uma tendência quase que natural de inovar nesse sentido. Com o ISPMulher, esperamos honrar a natureza do Instituto, que é fornecer dados de qualidade, com metodologia reconhecida para levantar o debate e ajudar no desenho de saídas para essa chaga da nossa sociedade”, afirma a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

Dossiê Mulher

O Dossiê Mulher, que teve a sua 15º edição ininterrupta publicada em 2020, tem como fonte os registros de ocorrência da Secretaria de Estado de Polícia Civil, que permitem o entendimento do fenômeno criminal no estado e a construção do perfil das vítimas para a formulação de ações de enfrentamento da violência.

O estado do Rio de Janeiro possui um vasto, sedimentado e transparente banco de dados com informações decorrentes das delegacias estaduais, o que permite que o ISP realize análises em diferentes aspectos, contribuindo de forma significativa para o estabelecimento de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

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