Profissionais que atuam na linha de frente do Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé (HMRP), em Búzios, participaram nesta quinta-feira (13) de uma capacitação para aprimorar a identificação e o atendimento de mulheres em situação de violência. A atividade também buscou reforçar o fluxo entre o hospital e os demais serviços da rede municipal de proteção.
O treinamento foi realizado com participação do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e abordou desde o reconhecimento de possíveis sinais de violência até a escuta qualificada e os encaminhamentos que devem ser feitos após o primeiro atendimento.
A iniciativa ganha importância porque os serviços de saúde podem representar um dos primeiros pontos de contato da mulher com a rede pública, inclusive em situações nas quais a violência ainda não foi relatada diretamente pela paciente.
Profissionais recebem orientação sobre como agir
Durante a capacitação, a coordenadora do CEAM, Paula Moura, apresentou o funcionamento do serviço, os atendimentos disponíveis e os fluxos utilizados para acolher e encaminhar mulheres em situação de violência.
Também participou do encontro Sara dos Santos, graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF), campus Rio das Ostras, e presidente da Liga Acadêmica de Saúde e Bem-Estar da Mulher Negra (LASMUN).
A proposta é preparar os profissionais para reconhecer situações de vulnerabilidade e saber como conduzir o atendimento sem romper o fluxo de proteção.
Além da identificação dos sinais, a capacitação destacou a importância da escuta qualificada, do acolhimento e da orientação sobre os serviços disponíveis no município.
Hospital conta com Sala Lilás
O Hospital Rodolpho Perissé já possui uma Sala Lilás, espaço destinado ao atendimento humanizado, seguro e sigiloso de mulheres em situação de violência.
No local, as pacientes são atendidas por uma equipe multiprofissional e podem receber escuta qualificada, atendimento médico e encaminhamentos para serviços jurídicos, psicossociais e outros equipamentos da rede de proteção.
A estrutura permite que o atendimento de saúde seja articulado aos demais serviços necessários para a proteção da mulher.
UBSs também integram rede de identificação e acolhimento
O trabalho não fica restrito ao hospital. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também participam da rede por meio das ações desenvolvidas na Atenção Primária.
Por acompanharem regularmente moradores e famílias nos territórios, as equipes das unidades podem ter papel importante na identificação de situações de vulnerabilidade, orientação das pacientes e encaminhamento para atendimento especializado.
A estratégia é integrar hospital, UBSs, CEAM e demais serviços municipais, evitando que a mulher precise buscar isoladamente cada equipamento depois do primeiro atendimento.
A capacitação desta semana integra as ações municipais voltadas ao fortalecimento desse fluxo e à preparação dos profissionais que podem ter contato com mulheres em situação de violência.



