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Pouca gente percebe isso em Búzios: a história por trás da estátua do menino com a pipa

Obra da escultora Christina Motta passa despercebida por turistas, mas revela um dos traços mais sensíveis da identidade da cidade
A estátua do menino com a pipa, em Búzios, transforma uma cena simples em um retrato sensível da infância e do cotidiano brasileiro
A estátua do menino com a pipa, em Búzios, transforma uma cena simples em um retrato sensível da infância e do cotidiano brasileiro

Entre selfies na Orla Bardot e fotos nas praias mais famosas, um detalhe quase invisível chama atenção de quem olha com calma Armação dos Búzios: a estátua de um menino subindo em um poste, tentando alcançar uma pipa. A cena, simples à primeira vista, carrega um significado profundo — e pouca gente realmente percebe.

Um detalhe escondido à vista de todos

Búzios é conhecida mundialmente por suas paisagens e por esculturas icônicas espalhadas pela cidade. A mais famosa delas é a homenagem à atriz Brigitte Bardot, eternizada em bronze na Orla Bardot.

Mas, longe dos holofotes, outras obras da mesma autora contam histórias mais silenciosas.

A estátua do menino com a pipa é uma dessas narrativas urbanas.

Ela retrata uma cena cotidiana brasileira: a infância, a rua, o improviso — e o desejo de alcançar algo que parece fora do alcance.

A artista por trás da cena

A escultura é assinada por Christina Motta, uma das principais responsáveis por transformar Búzios em uma galeria a céu aberto.

Christina Motta, com microfone na mão, em premiação da Prensa de Babel em homenagem a Octavio Raja Gabalgia

A artista tem obras espalhadas pela cidade, incluindo “Os Três Pescadores” e a própria estátua de Bardot, que se tornaram símbolos turísticos e culturais do balneário (Estado de Minas).

Seu trabalho se destaca por captar momentos humanos — quase congelando histórias no cotidiano.

Mais do que arte: um retrato da cidade

A cena do menino com a pipa não é apenas estética.

Ela dialoga com uma Búzios que existe além do turismo de luxo:

  • a infância simples
  • a vida nas ruas
  • o improviso típico brasileiro
  • a relação com o vento, o mar e o espaço aberto

É o contraste entre a sofisticação internacional e a essência popular que ajudou a construir a cidade.

Por que quase ninguém repara?

O ritmo acelerado do turismo ajuda a explicar.

Quem passa por Búzios costuma buscar:

  • praias famosas
  • restaurantes badalados
  • pontos “instagramáveis”

E, nesse movimento, detalhes mais sutis acabam ignorados.

Mas são justamente esses detalhes que dão profundidade ao destino.

Uma cidade contada em esculturas

As obras de Christina Motta ajudam a contar a história de Búzios de forma silenciosa.

Espalhadas pela orla e por diferentes pontos da cidade, elas criam um diálogo entre arte, memória e cotidiano, transformando o espaço urbano em experiência cultural (Estado de Minas).

A do menino com a pipa talvez seja uma das mais simbólicas — justamente por não gritar por atenção.

O convite invisível

No fim, a estátua faz um convite simples:

olhar com mais calma.

Porque, em Búzios, nem tudo está nas capas de revista.

Algumas histórias estão no detalhe — e passam despercebidas por quase todo mundo.

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

Noticiário das Caravelas

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