Com a chegada do outono, cresce o número de casos de doenças respiratórias no outono, cenário comum nesta época do ano devido às mudanças climáticas e ao maior tempo em ambientes fechados.
Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ar mais seco prejudica a mucosa nasal, reduzindo a capacidade de defesa natural do organismo e facilitando a entrada de vírus, bactérias e alérgenos.
De acordo com especialistas, as doenças respiratórias no outono mais frequentes incluem resfriado comum, rinite alérgica, rinossinusite, faringite, amigdalite e crises de tosse. Em crianças, também são comuns quadros de otite, associados a inflamações nas vias aéreas superiores.
Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes e, muitas vezes, ignorados. Entre os principais sinais estão obstrução nasal persistente, espirros frequentes, coriza, tosse seca, sensação de pressão facial e alterações no sono. Quando esses sintomas persistem, podem indicar agravamento das doenças respiratórias no outono e exigem avaliação médica.
Apesar das semelhanças, há diferenças entre os quadros. O resfriado costuma durar entre cinco e sete dias e apresenta sintomas leves. Já a rinite alérgica é recorrente e está ligada ao contato com poeira, ácaros e mofo. A rinossinusite, por sua vez, pode provocar dor facial, secreção mais espessa e redução do olfato.
Especialistas recomendam atenção em casos de febre alta, dor intensa, dificuldade respiratória ou sintomas que se prolongam por mais de 10 dias.
Para prevenir as doenças respiratórias no outono, algumas medidas simples podem ser adotadas no dia a dia. Entre elas estão manter a hidratação, realizar lavagem nasal com solução salina, ventilar ambientes, reduzir o acúmulo de poeira e manter a vacinação em dia.


