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Dia do Homem: eles vivem menos, vão menos ao médico e adiam cuidados com a própria saúde

Especialistas alertam que resistência em buscar atendimento e apoio psicológico contribui para diagnósticos tardios e maior mortalidade masculina
Homem realiza consulta médica durante atendimento preventivo em unidade de saúde.
No Dia do Homem, dados mostram que eles vivem menos, procuram menos os serviços de saúde e adiam cuidados médicos e psicológicos I Imagem: Reprodução

No Brasil, os homens ainda morrem mais cedo e procuram menos os serviços de saúde do que as mulheres. O Dia do Homem, celebrado em 15 de julho, serve como um alerta para um comportamento que continua impactando diretamente a expectativa e a qualidade de vida da população masculina.

Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, 7,1 anos a menos que as mulheres e apresentam maior risco de morte por diversas causas, especialmente por doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, cânceres e causas externas, como acidentes e violência. Até os 80 anos, eles registram índices de mortalidade superiores aos das mulheres em praticamente todas as faixas etárias.

Um dos fatores apontados para esse cenário é a baixa procura pelos serviços de prevenção. A própria Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi criada para aproximar essa população da atenção básica e incentivar consultas e exames antes do surgimento de doenças mais graves.

Saúde mental ainda é tabu

A resistência também aparece quando o assunto é saúde emocional.

Dados do estudo A Sociedade do Alerta, realizado pela plataforma de saúde Starbem, mostram que apenas 27% dos pacientes em acompanhamento psicológico são homens. As mulheres representam 73% da base analisada.

Segundo a psicóloga Ticiana Paiva, Head de Psicologia da Starbem, muitos homens ainda foram educados para associar vulnerabilidade à fraqueza. Como consequência, ansiedade, estresse e depressão costumam se manifestar de forma diferente, por meio de irritabilidade, isolamento, excesso de trabalho e dificuldade para expressar emoções.

Na avaliação da especialista, muitos homens só procuram atendimento quando o sofrimento já compromete o desempenho profissional, os relacionamentos ou a própria saúde.

As doenças que mais matam homens

Entre as principais causas de morte da população masculina estão:

  • Doenças cardiovasculares, como infarto e AVC;
  • Câncer, especialmente de pulmão e próstata em faixas etárias mais avançadas;
  • Doenças respiratórias crônicas;
  • Acidentes de trânsito;
  • Violência e outras causas externas.

Além disso, fatores como consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão e alimentação inadequada aumentam significativamente o risco de adoecimento.

Prevenção ainda é o principal desafio

Especialistas defendem que a mudança desse cenário passa por uma transformação cultural.

Fazer consultas periódicas, controlar pressão arterial, colesterol e diabetes, manter a vacinação em dia, cuidar da saúde mental e adotar hábitos de vida saudáveis continuam sendo as principais estratégias para reduzir a mortalidade masculina.

O Ministério da Saúde reforça que o atendimento preventivo permite identificar doenças ainda em estágio inicial, aumentando as chances de tratamento e reduzindo complicações futuras.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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