O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (15). Segundo informações divulgadas pelo g1, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do político, localizada em um condomínio da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense.
A ação faz parte da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e movimentações financeiras atribuídas ao grupo da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O empresário Ricardo Magro, ligado ao grupo empresarial, também está entre os alvos da investigação.
De acordo com o G1, a decisão judicial foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de investigações relacionadas à ADPF das Favelas, ação que discute a atuação de operações policiais no Rio de Janeiro e possíveis conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
Segundo a reportagem, agentes permaneceram cerca de três horas no imóvel de Castro. O ex-governador acompanhou as buscas ao lado de advogados.
Além de Cláudio Castro, a operação também teve como alvos o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento de funções públicas.
As investigações sobre a Refit já vinham sendo conduzidas em outras operações realizadas por órgãos federais. Segundo o g1, as apurações apontam suspeitas de manipulação tributária na importação de combustíveis, uso de empresas para blindagem patrimonial e possíveis prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Cláudio Castro deixou o governo do estado em março deste ano, após renunciar ao cargo durante julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou em sua inelegibilidade.



