Búzios amanheceu de luto neste sábado (16) com a morte de duas figuras que ajudaram a construir parte da identidade cultural e social do município. Faleceram durante a madrugada Sidené Antunes de Menezes, o Nenéu, cinegrafista e criador do Acervo da Imagem e do Som de Búzios, e Diva Nunes Chaves, a Tia Diva, considerada a primeira professora da cidade.
Nenéu vivia em Búzios desde 1990. Cinegrafista, documentarista e pesquisador da memória local, dedicou décadas à preservação de imagens, histórias e registros da transformação do município. Criador do Acervo da Imagem e do Som de Armação dos Búzios, tornou-se referência para jornalistas, pesquisadores, artistas e moradores interessados na história da cidade. Amigos e conhecidos o descrevem como uma figura agregadora, apaixonada por Búzios e pela vida comunitária.
A morte de Tia Diva provocou forte comoção entre moradores, ex-alunos e profissionais da educação. Nascida em 6 de junho de 1944, dedicou a vida ao ensino público municipal e ajudou a estruturar os primeiros passos da educação em Búzios.
Reconhecida pelo perfil acolhedor e pela defesa da educação como ferramenta de transformação social, tornou-se uma das figuras mais respeitadas da cidade. Ao longo da carreira, participou da formação de gerações de estudantes e construiu uma relação próxima com famílias e comunidades locais. Seu nome foi eternizado em uma creche municipal.
Mulher religiosa e conhecida pelo forte envolvimento comunitário, Tia Diva era chamada carinhosamente assim por moradores de diferentes gerações. A notícia de sua morte mobilizou homenagens nas redes sociais e manifestações de pesar em diversos setores da cidade.
As despedidas de Nenéu e Tia Diva acontecem no mesmo dia e marcam a perda de duas trajetórias ligadas à preservação da memória, da cultura e da formação humana em Búzios.



