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Audiência Pública sobre obras de revitalização no Centro de Búzios acontece nesta segunda (28) na Câmara Municipal

A atividade será transmitida nas redes sociais da Câmara Municipal
Imagem: Câmara Municipal de Búzios
Imagem: Câmara Municipal de Búzios

A sociedade civil vai ser ouvida, nesta segunda-feira (28), sobre as obras que ocorrem no Centro de Búzios. A Audiência Pública, promovida pelo Fórum das Estidades Civis de Armação dos Búzios (Fecab), vai acontecer a partir das 17h e na ocasião, por meio de inscrição prévia a população poderá opinar sobre o andamento das atividades, que já iniciaram nas principais ruas do chamado centro histórico.

Entre os questionamentos, que já estão presentes nas redes sociais estão as perguntas:

  • Por que estão arrancando os paralelos das ruas? Búzios tem memória, tem história.
  • Por que a obra custa tão caro?
  • Por que a comunidade não foi ouvida?
  • Por que o projeto dos arquitetos não está sendo considerado?

A atividade vai ser transmitida nas redes sociais da Câmara Municipal.

ENTENDA SOBRE O TEMA

Obras de revitalização e acessibilidade no Centro de Búzios gera debate sobre preservação histórica e participação comunitária

Cidadãos questionam mudanças no Centro da cidade sem consulta à sociedade e especialistas em patrimônio histórico

No cenário paradisíaco de Búzios, um debate tem ganhado força nas conversas pelas ruas da cidade. As recentes obras de acessibilidade e revitalização no Centro têm dividido opiniões, revelando preocupações sobre a preservação da estrutura histórica e o papel da participação comunitária.

A Prefeitura de Búzios defende as medidas, salientando que a intervenção visa oferecer uma experiência mais acessível e confortável para todos os cidadãos, especialmente aqueles com mobilidade reduzida. A substituição da tubulação da rede pluvial é justificada como uma ação crucial para combater as ligações clandestinas de esgoto, garantindo a preservação ambiental, principalmente nas proximidades do Píer do Centro.

Entretanto, vozes críticas argumentam que as obras estão negligenciando a história rica e única que envolve as ruas da cidade. Para muitos, a Rua das Pedras e outras vias possuem um valor afetivo e cultural profundo, apesar de não possuírem um status oficial de tombamento histórico. Esses críticos expressam preocupações de que a alteração da estrutura original poderia alterar a identidade histórica que tanto cativa moradores e visitantes.
Além disso, a falta de convocação da opinião da sociedade e a ausência de consulta a especialistas em patrimônio histórico têm sido alvo de críticas.

Alguns grupos acreditam que a escolha do piso intertravado pode não ser a melhor solução. Para eles, o uso de paralelepípedos preserva a autenticidade da paisagem urbana, lembrando os tempos passados que deram origem à cidade. O arquiteto e urbanista Octavio Raja Gabaglia, criador e defensor do chamado estilo Búzios, é uma das pessoas que levanta questões sobre as escolhas dos materiais.

“Deixo claro que não tive ainda acesso ao projeto. No entanto, como arquiteto e urbanista, acredito que é importante considerar outros fatores de acessibilidade, independentemente da escolha entre paralelepípedos e blocos intertravados”, relata o arquiteto que ainda cita outras sugestões para garantir a particularidade e o charme tão famoso do balneário.

“Para preservar a singularidade e charme, sugiro que essas três ruas continuem utilizando paralelepípedos e calçadas algum grau acima do nível da rua, já que serão para trafego direto de veículos automotores. Aproveitando as obras, podemos realizar outras intervenções para tornar o centro mais atrativo para passeios, como aconteceu com o Porto da Barra”, disse.

Octávio destaca a importância da resolução das questões sanitárias, evitando a necessidade de futuras intervenções, mas relembra que deve levar em consideração a necessidade de planejar um canal de passagem para fiação subterrânea.

A Prefeitura, no entanto, afirma ter realizado uma enquete na qual a maioria esmagadora da população optou pelo piso intertravado. “Foi observado que 95% da população optou pelo uso de piso intertravado, que também é uma escolha ecologicamente responsável. O projeto foi concebido de forma a preservar a estrutura original com paralelepípedos nas duas ruas de maior fluxo, mantendo assim a história e a tradição de Búzios. Nossa intenção não é descartar a tradição, mas sim encontrar um equilíbrio entre o passado e as necessidades presentes”, declara a administração municipal por meio de nota.

Em meio a esse debate fervoroso, a cidade de Búzios se encontra diante do desafio de unir progresso e tradição, acessibilidade e preservação histórica. A sociedade civil ressalta a importância de um diálogo aberto e inclusivo, onde a comunidade possa contribuir para que o futuro seja moldando respeitando a identidade cultural. A prefeitura, por sua vez, reitera seu compromisso com o bem-estar da população e a proteção do ambiente, enquanto busca uma síntese entre o passado e o presente.

“Estamos realizando essas ações com o compromisso de melhorar a qualidade de vida de nossa comunidade e proteger nosso ambiente. Esperamos que a população compreenda e apoie essas iniciativas, que visam ao bem-estar de todos. Estamos à disposição para fornecer informações adicionais e esclarecimentos, e continuaremos trabalhando incansavelmente para o benefício de Búzios e seus cidadãos”, conclui a nota.

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