O bairro planejado Aretê Búzios mantém um processo contínuo de recomposição vegetal na área onde foi implantado, em Búzios. A estratégia combina produção de mudas nativas, recuperação de áreas degradadas e plantios progressivos adaptados às condições ambientais da região.
O eixo desse trabalho é o Viveiro Aretê, criado em 2020 em uma área de 17 mil metros quadrados. O espaço produz mudas de 62 espécies da Mata Atlântica e abastece tanto o paisagismo do empreendimento quanto projetos de reflorestamento. Apenas em 2024 foram plantadas 4.600 mudas, só no paisagismo, distribuídas entre 45 espécies.
A vegetação de Búzios possui características ambientais próprias. A região está situada entre o Cabo Búzios e o Cabo Frio, área onde a linha da costa muda de direção e onde correntes marítimas de origens diferentes influenciam o regime de chuvas. O resultado é um clima mais seco, que torna os processos naturais de regeneração vegetal mais lentos.
Na área do empreendimento há um ecossistema diversificado, desde a restinga de praia, matas de restinga e as matas de morro, resultando em uma grande variedade de espécies adaptadas aos diferentes tipos de solo e às condições de baixa disponibilidade de água.
A bertura das ruas do loteamento golfe, área previamente licenciada em traçado determinado pelo plano diretor do município, exigiu a retirada de vegetação. Antes da chegada das máquinas, equipes especializadas realizaram o resgate de espécies vegetais, que passaram a ser cultivadas no viveiro. Parte dessas plantas voltou posteriormente ao ambiente por meio do processo de reflorestamento conduzido no local.
O terreno onde fica o campo de golfe do Aretê, com cerca de 700 mil metros quadrados, e seu entorno com 20 mil metros de reflorestamento e 10 mil de área preservada, funciona como um grande corredor verde, um santuário para pássaros e animais terrestres.




No entorno ainda existem mais áreas destinadas à recomposição vegetal. Parte delas era formada por antigos pastos que começaram a ser recuperados. Ao todo cerca de 300 mil metros quadrados que passam, agora, por um processo de regeneração conduzida.
Em Búzios, como reforça a pesquisadora Heloisa Dantas, apenas interromper o uso de uma área não garante a recuperação da vegetação nativa. Terrenos abandonados costumam ser rapidamente dominados por espécies invasoras, como capim-colonião, leucena, bambu e jamelão, plantas que dificultam o desenvolvimento da flora nativa. Por isso, o reflorestamento exige plantio planejado e manutenção permanente.
O processo segue um método ecológico de sucessão que exige irrigação e acompanhamento técnico nos primeiros anos: inicialmente são introduzidas espécies pioneiras, que crescem mais rápido e criam sombra. Em seguida, outras espécies são plantadas para ampliar a diversidade e consolidar a formação de mata.


Na região conhecida como Toriba, dentro do empreendimento, foram implantados cerca de 70 mil metros quadrados de áreas verdes. Destes, aproximadamente 23 mil metros de área comum e 47 mil de jardins privativos que também priorizam espécies nativas.
Outro ponto de intervenção é um talude formado por sedimentos retirados do fundo de um dos canais navegáveis que fazem parte do empreendimento. Como o material não poderia ser removido da área, ele acabou formando uma pequena colina. No local já foram plantadas mais de 400 mudas, com reposição quando necessário.
Áreas próximas às vias do empreendimento que permaneceram livres de construção também estão previstas para receber novos plantios. A irrigação é realizada com água de reuso.



Espaços que começaram a ser recuperados há cerca de cinco anos já apresentam vegetação consolidada. A expectativa é que, em mais cinco anos, parte dessas áreas forme um bosque de árvores nativas visível por quem passa ao longo da Avenida José Bento Ribeiro Dantas, na frente da região da Toriba, ampliando a recomposição da flora nativa de Búzios.


Área verde: preservação e recomposição
O Aretê Búzios reúne hoje um conjunto expressivo de áreas verdes distribuídas entre preservação, reflorestamento e paisagismo implantado.
- 700 mil m² — campo de golfe com vegetação integrada e sistema hídrico
- 200 mil m² — áreas em reflorestamento ativo
- 100 mil m² — áreas de vegetação preservada
- 1 milhão de m² — total de áreas verdes já implantadas na região do Ybirá .
Produção de mudas e escala de plantio
O Viveiro Aretê estrutura a base técnica da recomposição vegetal no empreendimento.
- 17 mil m² — área do viveiro
- 62 espécies nativas da Mata Atlântica cultivadas
- 45 espécies utilizadas nos plantios de 2024
- 4.600 mudas plantadas em 2024 (paisagismo)
- 4.800 mudas plantadas em 2024 (região da Toriba)
- Mais de 400 mudas implantadas em talude técnico



