O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu impedir que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) votasse uma possível revogação da prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ). Com a decisão, o parlamentar permanece preso preventivamente.
Thiago Rangel foi detido na terça-feira (5) durante a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).
Segundo as investigações, o deputado também é suspeito de oferecer cargos públicos a integrantes do crime organizado. A defesa do parlamentar afirma que ele nega qualquer irregularidade e que irá se manifestar nos autos do processo.
Na decisão, Alexandre de Moraes criticou o uso de interpretações sobre imunidade parlamentar para tentar reverter prisões de deputados estaduais. O ministro suspendeu a possibilidade de aplicação do mecanismo previsto na Constituição Estadual que permite à Alerj deliberar sobre a manutenção ou revogação da prisão de parlamentares.
Ainda nesta quarta-feira (6), Thiago Rangel passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça.
O caso também gerou reação política dentro da Assembleia Legislativa. A deputada estadual Martha Rocha (PDT) protocolou pedido de cassação do mandato do parlamentar, citando a gravidade das acusações investigadas pela Polícia Federal.



