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Por Fábio Emecê

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Fábio Emecê é rapper, professor e ativista antrracismo

Antes de mais nada, não acredito no PT e nem no Lula como possíveis salvadores da pátria diante dos golpistas atuais. Não significa que seja eleitor do Bolsonaro, Ciro ou Marina. Nunca fui anarquista como dizem que sou e me colocar apenas como preto ou de esquerda não comporta muita coisa nos tempos atuais.

O espetáculo atual de temas semanais e a interpelação do Moro ao Lula nos remetem ao Stanislaw Ponte Preta e seu FeBeaPá. O festival de besteiras que assola o país vem com força total, em todas instâncias: legislativo, executivo, judiciário, imprensa, redes sociais, educação, mídia, ou seja, a porcaria toda.

Difícil escapar de um jogo de cena, um interrogatório bizarro, um ato-show ou uma greve que tem hora pra acabar, antes dela acontecer. Ainda tem palavras de ordem e tentativa de convencimento em carro de som que PM é tão trabalhador como nós. E na rebarba de se mostrar indignado com alguma coisa, pouca coisa é questionada de fato, como o sistema democrático atual, por exemplo.

E na construção de mitos, sem os mesmos terem morrido ou terem feito algo espetacular (Lula – por exemplo), caminhamos em direção a extinção de qualquer parâmetro para se identificar o que é realmente sério e o que realmente vale a pena no universo de direitos e deveres nossos. Quais são mesmo?

Inocente ou culpado, reformas são colocadas em pauta simplesmente pelo abandono da seriedade e do foco de mobilização. Esquece-se o real, prefere-se a representação. Passeatas facilmente reprimidas pelas forças de coerção, por conta das mesmas fazerem conferências, congressos e encontros onde se apresentam tecnologias e táticas para se conter grandes manifestações, inclusive com confecção em pleno desenvolvimento e sofisticação de aparelhos exclusivos.

Entender-se como atrasado e despreparado para conter ou travar decisões corporativas, travestidas de políticas, faz parte, oh, e como faz. Noam Chomsky diz que um dos sintomas de convulsão social atual é a população ter um entendimento inconsciente que a grande parte das decisões do topo da hierarquia não passa nem perto deles. O povo se revoltando dentro dos moldes estabelecidos atualmente ou não, não faz diferença.

O que isso traz? Raiva, angustia, frustração, depressão e entreguismo. O povo se mata e a hierarquia continua firme e forte em seu contexto e é usada como exemplo de solução de nossos problemas do passado, do presente e do futuro. A besteira toma forma de conhecimento acadêmico e o sistêmico é apenas sistêmico no show da avenida paulista.

Rejeitar o processo atual é uma opção viável e se sentir capenga pra propor algo além disso é a realidade. Sou apenas um professor da rede estadual sendo detonado pela chapa Cabral/Pezão/Dornelles que foi apoiada por Lula/Dilma e temos o teleférico desativado e Rafael Braga preso.

Tá bom, fui verborrágico! Fazendo coro pra porcaria nenhuma! Isto é Brasil…

 

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Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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