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Indicado a Prêmio de Montanhismo enfrenta desafios de vida

Indicado a Prêmio de Montanhismo enfrenta desafios de vida
Indicado a Prêmio de Montanhismo enfrenta desafios de vida

Após mais de 20 anos dedicados ao montanhismo de alta altitude, o brasileiro Tiago Toricelli alcançou, em 2025, um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: o cume do Lhotse, a quarta montanha mais alta do planeta, com 8.516 metros de altitude, no Himalaia. O feito rendeu ao montanhista a indicação ao Mosquetão de Ouro, prêmio concedido pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), na categoria Alta Montanha. A votação está aberta ao público em geral por meio do site oficial do Prêmio Mosquetão de Ouro e se encerra em 8/4.

Natural de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, Tiago se tornou, com o cume do Lhotse, o brasileiro que mais alto chegou na temporada de 2025 e também o único brasileiro a alcançar o cume de uma montanha acima de 8 mil metros naquele ano.

A alta montanha exige dos montanhistas dedicação, disciplina e paixão. Durante duas décadas, Tiago acumulou experiência em algumas das maiores altitudes do mundo, onde se enfrenta frio extremo, ventos intensos, falta de oxigênio e condições que testam os limites físicos e mentais.

Entre as 25 altas montanhas já escaladas estão grandes clássicos da alta montanha, como o Aconcágua, a montanha mais alta das Américas, por duas vezes, além do Illimani (Bolívia), também por duas vezes, e outras montanhas acima dos seis mil metros, como Sajama (Bolívia), Cotopaxi (Equador), Chimborazzo (Equador), Cerro Plata (Argentina), Pequeno Alpamayo (Bolívia) e Orizaba (México). Tiago também desenvolve o projeto dos 7 Summits, que reúne as montanhas mais altas de cada continente. Até o momento, ele já escalou cinco dessas montanhas, alcançando o cume em quatro delas: Elbrus (Rússia), Kilimanjaro (Tanzânia), Denali (Alasca) e o próprio Aconcágua (Argentina).

Mas a conquista nas grandes montanhas não é construída apenas em expedições. O montanhismo demanda meses — e muitas vezes anos — de preparação física e mental, e equilíbrio entre trabalho, família e treinos intensos, muitas vezes realizados antes do amanhecer ou após longas jornadas profissionais.

“A alta montanha exige constância, consistência, dedicação e muita paixão. Não é apenas sobre chegar ao cume, mas sobre anos de preparação, disciplina e decisões em ambientes extremos”, afirma.

Em 2025, além da tentativa no Everest, a montanha mais alta do planeta, onde chegou aos 8.400 metros (de 8.848 m), Tiago alcançou o cume do Lhotse (8.516 m) no dia seguinte à escalada do Everest.

Após retornar ao Brasil, Tiago já havia retomado os treinos intensos com foco em voltar ao Everest em 2026 e concluir o cume da montanha mais alta do mundo. No entanto, uma surpresa inesperada mudou completamente seus planos.

Durante exames de rotina realizados como parte da preparação para a nova expedição, dois cânceres distintos foram detectados ao mesmo tempo — uma ocorrência rara, estimada em aproximadamente 0,05% da população. A descoberta transformou o desafio da alta montanha em um novo cenário de superação.

“Assim como na montanha, a vida também apresenta desafios inesperados. Agora, tenho duas novas ‘montanhas’ para escalar. O foco é superar esse momento e voltar para as altas montanhas e para o Himalaia, que é um ambiente que tanto amo e me sinto ainda mais próximo de Deus”, ressalta Tiago.

Mesmo diante do novo desafio, a indicação ao Mosquetão de Ouro representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 20 anos, marcada por dedicação, resiliência e paixão pela alta montanha.

A premiação é uma das mais importantes do montanhismo brasileiro e, nesta etapa, a votação é aberta ao público. Isso torna o apoio das pessoas fundamental para transformar a indicação em vitória.

Para Tiago, a indicação tem um significado especial. “Ser indicado entre os finalistas já é uma enorme honra, e é uma forma de eu honrar, além, claro, da minha família que tanto me apoia e tantos amigos que fizeram parte da minha jornada, todos os guias e profissionais da montanha que passaram pela minha trajetória e contribuíram para minha formação de montanhista e minha forma de enxergar a montanha”, considera.

Agora, Tiago Toricelli precisa do apoio do público para conquistar o Mosquetão de Ouro e, após superar os desafios atuais, retornar ao Himalaia para continuar escrevendo sua história nas maiores montanhas do planeta.

A votação está aberta ao público, no site oficial do Prêmio, e se encerra em 8/4.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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