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Turismo de saúde amplia debate sobre políticas públicas

Turismo de saúde amplia debate sobre políticas públicas
Turismo de saúde amplia debate sobre políticas públicas

O turismo de saúde brasileiro já movimenta cerca de R$ 63 bi anualmente. Esse foi um dos dados inéditos compilados graças à iniciativa da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS), que reuniu em Goiânia, pela primeira vez, grandes instituições hospitalares brasileiras, entidades de gestão e profissionais da medicina — incluindo contribuições do Hospital Albert Einstein — para mapear com precisão o tamanho e o potencial desse mercado no Brasil. Contudo, mesmo com tamanha representatividade econômica, o setor ainda enfrenta o gargalo da ausência de políticas públicas capazes de estruturar cidades inteiras como destinos médicos globais.

Para todos os efeitos, as possibilidades desse mercado em ascensão têm estimulado a criação de novos negócios, focando em preencher esse lugar de incertezas. Um exemplo é o projeto de criar uma certificação, unindo gigantes do turismo e entidades de classe do setor, para apurar padrões de qualidade, transparência e segurança na atenção a turistas estrangeiros, destacando o compromisso com o bem-estar. O projeto se inspira no que foi feito pelo governo mexicano, deixando o país em destaque mundial.

Um eixo amplo de turismo de Saúde no Brasil

Embora São Paulo ainda seja a principal capital quando o assunto é viagem para tratamento e procedimentos médicos no Brasil, o movimento iniciado com o BAPS Summit Turismo de Saúde mostrou que o país possui um eixo cada vez mais amplo, podendo atender pacientes com perfis cada vez mais variados.

Um dos destaques constatados a partir dos dados reunidos pela associação é o potencial de outras capitais, como Goiânia, para ocuparem a posição de polo de turismo de saúde, realidade que surpreendeu cirurgiões de outros estados. Além disso, o cirurgião Ícaro Samual, diretor de planejamento da BAPS, ressalta que tem ficado evidente que o turismo de saúde já vai além da cirurgia plástica: odontologia, dermatologia e ginecologia se apresentam como especialidades com forte potencial de atração de pacientes tanto internos, que se deslocam entre estados, como estrangeiros, ampliando o escopo do debate.

"É evidente que tudo começa com o cirurgião, mas a paciente precisa se sentir segura o suficiente para deixar seu ambiente e ir a outro país e se colocar em uma situação de tanta vulnerabilidade. Isso exige uma rede muito bem estruturada, com integração total entre os setores público e privado", pontua o cirurgião plástico.

Uma estrutura em desenvolvimento

Outra realidade no cenário do turismo de saúde brasileiro é que há poucas agências no Brasil que oferecem o serviço completo de assessoria ao paciente internacional, cobrindo documentação, transporte, hospedagem pós-operatória e home care — oficialmente apenas duas fazem isso. A lacuna representa uma janela concreta de negócios para empresas de turismo, saúde e serviços que queiram se posicionar num mercado em expansão e ainda sem concorrência estruturada. Ao mesmo tempo, evidencia a falta de integração entre os setores envolvidos nesse mercado.

Nesse cenário, Turquia e Emirados Árabes se destacam como exemplo diante da criação de sistemas nacionais para estruturar a jornada do paciente. Já o México certificou profissionais e hospitais nacionalmente, e a Colômbia articulou redes integradas de atendimento. Para o Brasil, as entidades e profissionais constatam que o país tem a medicina, mas ainda falta colaboração, especialmente no que diz respeito ao Estado.

Para o cirurgião plástico Eduardo Ferro, diretor-presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS), esse é o primeiro passo de um movimento que precisa se expandir para todas as capitais brasileiras, trazendo o poder público como parceiro. "Todas as capitais precisam promover esse debate sobre o turismo de saúde e estreitar o diálogo com representantes do poder público para assumirem papel ativo na estruturação das cidades que já funcionam como centros médicos de referência no país", completa.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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