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Mudança no mercado leva SC à Bienal de Arquitetura

Mudança no mercado leva SC à Bienal de Arquitetura
Mudança no mercado leva SC à Bienal de Arquitetura

A forma como os brasileiros escolhem onde morar está em transformação. Qualidade de vida, arquitetura e atributos de projeto passaram a ter mais peso do que o preço na decisão de compra de imóveis. É o que aponta um levantamento recente da consultoria DataStore, realizado sob encomenda, que identificou uma demanda crescente por empreendimentos com soluções sustentáveis, integração com a paisagem e foco na experiência urbana.

No litoral norte de Santa Catarina, esse movimento já se mostra consolidado. Segundo o estudo, realizado em Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú, mais de 60% dos entrevistados que pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos afirmam valorizar empreendimentos com soluções ambientais e certificações, associando esses atributos à valorização patrimonial e à segurança do investimento. 

Esse cenário ajuda a explicar o reposicionamento de Santa Catarina no campo da arquitetura contemporânea. Historicamente deslocado do eixo de maior visibilidade nacional, o estado passa a ganhar projeção com uma produção que dialoga com novas demandas urbanas e modelos de morar.

O movimento será apresentado na primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira, realizada entre 25 de março e 30 de abril no Parque Ibirapuera. Santa Catarina participa com um pavilhão próprio, assinado pelo arquiteto Jeferson Branco, que integra o Pavilhão Brasil, espaço dedicado à representação dos 27 estados.

Com curadoria exclusivamente catarinense, o espaço reúne cerca de 45 designers e 25 artistas, apresentando um panorama da produção contemporânea do estado. Entre os participantes estão o designer Jader Almeida e a artista Lilia Trisotto, além de estúdios e iniciativas da nova geração do design brasileiro.

Conceito e prática

O projeto expográfico foi concebido como uma espécie de casa contemporânea aberta ao público, organizada em planta fluida e sem divisões rígidas. A proposta permite uma visitação em 360 graus, estimulando o visitante a circular livremente entre ambientes como living, cozinha, suíte e home office, que funcionam como suportes narrativos para apresentar projetos, objetos e iniciativas criativas do estado.

No centro do espaço está um cubo expositivo que organiza a experiência do visitante. Revestido com obras do artista catarinense Walmor Corrêa, que retratam a flora da Mata Atlântica, baseado na pesquisa e catalogação das bromélias encabeçadas pelo padre e botânico de Itajaí, Raulino Reitz. O volume simboliza a relação profunda entre o território catarinense e sua paisagem natural. Ao redor desse núcleo, o restante do pavilhão se desdobra como um campo aberto de encontros entre arquitetura, design, arte e indústria.

"A intenção da curadoria foi revelar a diversidade de influências culturais que formam Santa Catarina, da relação com a Mata Atlântica ao dinamismo industrial, passando pela produção artística e pelo pensamento arquitetônico contemporâneo", explica o arquiteto Jeferson Branco. "O Estado sempre teve uma produção criativa muito potente. O que estamos fazendo aqui é colocar essa produção em diálogo com o Brasil, mostrando que o Estado também está ajudando a pensar o futuro das cidades."

Arquitetura, mercado e novos modelos urbanos

A presença de Santa Catarina na Bienal também busca dialogar com mudanças recentes no mercado imobiliário, que passa a incorporar planejamento urbano, sustentabilidade e qualidade de vida como elementos centrais dos projetos.

Entre os exemplos apresentados está o Colinas de Camboriú, bairro planejado no litoral norte catarinense, próximo a Balneário Camboriú. O projeto — que é um dos patrocinadores do pavilhão de SC — foi concebido com base na integração entre moradia, serviços, áreas verdes e espaços públicos.

"Hoje existe uma demanda mais qualificada, que valoriza não só o imóvel, mas o entorno, a experiência urbana e a relação com a paisagem", afirma Luian Silvestre, sócia do projeto. "Isso muda a forma como os empreendimentos são pensados, desde o planejamento até a execução. Hoje temos um Valor Geral de Vendas estimado em R$ 10 bilhões, o que reflete essa busca constante para nos diferenciarmos por atributos de arquitetura e experiência urbana."

A incorporadora FHaus, também patrocinadora do pavilhão, atua no desenvolvimento de empreendimentos com foco em arquitetura e design. "A arquitetura passa a ser entendida como parte central da experiência de morar, e não apenas como estética ou produto final", afirma Clécio Fonseca, sócio da FHaus. "Apoiar a presença de Santa Catarina na Bienal também é uma forma de contribuir para essa discussão sobre o futuro das cidades."

Entre os projetos da empresa está o Athene Garden, assinado pelo arquiteto Leonardo Zanatta, responsável também pelo projeto expográfico da Bienal.

Fotos do projeto podem ser conferidas clicando aqui.

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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