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MME prevê demanda por R$ 120 bi em sistema de transmissão

MME prevê demanda por R$ 120 bi em sistema de transmissão
MME prevê demanda por R$ 120 bi em sistema de transmissão

Em 2025, 3.646 km de linhas de transmissão entraram em operação comercial no Brasil até o mês de novembro, segundo dados informados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), reforçando a segurança e a modernização do Sistema Interligado Nacional. Uma das principais é o Linhão Manaus Boa Vista, responsável por conectar o estado de Roraima ao sistema nacional de energia. Hoje, graças ao Linhão, todas as capitais brasileiras passam a estar interligadas.

Além disso, a capacidade instalada de geração centralizada alcançou 215,6 GW, dos quais 84,4% são provenientes de fontes renováveis. Houve um aumento significativo de fontes alternativas de energia. Entre os novos empreendimentos entregues em 2025, houve a Usina Termelétrica (UTE) GNA II, localizada em Porto Açu, no Rio de Janeiro, que se tornou a maior usina de gás natural do país. O Governo afirmou que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) desempenhou papel central na ampliação da infraestrutura de geração.

O MME estima que, até 2035, o sistema de transmissão de energia elétrica demandará um investimento de cerca de R$ 120 bilhões, considerando a inserção de novas tecnologias e cargas emergentes, como fontes renováveis variáveis e mobilidade elétrica. Ademais, espera-se um aumento da demanda por eletricidade de 3,3% ao ano.

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) é um instrumento de planejamento de médio e longo prazo do setor energético brasileiro, com horizonte de dez anos, destinado a orientar a expansão da oferta e da infraestrutura de energia no país. Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o PDE subsidia as decisões do MME, dos órgãos reguladores e dos agentes do setor, contribuindo para a formulação de políticas públicas, a realização de leilões e o direcionamento de investimentos. O plano apresenta projeções de demanda energética e elétrica, avalia a evolução da carga por classe de consumo e por região e analisa a necessidade de expansão da capacidade de geração, transmissão e distribuição. Para isso, são considerados diferentes cenários macroeconômicos, tecnológicos e setoriais.

Nesse contexto, o PDE atua como elemento estruturante da cadeia produtiva do setor elétrico, servindo de base para projetos de obras de infraestrutura. Além da produção de energia, o plano prevê grandes benefícios econômicos e sociais. Na Análise Socioambiental do PDE 2029 consta que "a geração de emprego e renda decorre da instalação de todos os projetos. Em alguns casos é mais representativa quantitativamente, em outros, favorece regiões mais carentes em oportunidades e recursos, dinamizando a economia local. Por exemplo, a construção de PCHs prevista no decênio deve gerar 53 mil empregos diretos, dispersos em pequenos municípios brasileiros, especialmente no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Já as fontes solar e eólica devem criar 23 e 183 mil empregos, respectivamente, no decênio, trazendo oportunidades para o semiárido brasileiro, região economicamente pouco desenvolvida".

Além disso, a análise apresenta vantagens econômicas e ambientais da instalação e do uso de fontes alternativas de energia. A bioeletricidade, por sua vez, possui importância estratégica, posto que o período de safra da biomassa coincide normalmente com períodos de baixa hidraulicidade na região Sudeste, contribuindo para uma distribuição mais uniforme da oferta de energia durante o ano. De acordo com a análise, sua tecnologia pode ser disponibilizada em prazos relativamente curtos, posto que o maquinário necessário para sua instalação é fabricado no Brasil, bem como os equipamentos para a instalação de linhas de transmissão de energia. Ademais, menciona-se o fato de esta ser uma energia renovável, o que é favorável ao meio ambiente.

A implantação de linhas de transmissão, subestações e usinas demanda o emprego intensivo de maquinário pesado e equipamentos especializados ao longo de todas as fases da obra. Segundo Guilherme Silveira, representante da Bristol, uma das vantagens de utilizar equipamentos fabricados no Brasil para esse tipo de serviço é a possibilidade de financiar juros ao BNDES, garantindo prazos e taxas de juros favoráveis.

Em sua fala, Silveira também destaca que "em equipamentos importados, em especial de fabricantes menores, é frequente o problema com a falta de peças. Uma economia, a curto prazo, frequentemente se transforma em uma dor de cabeça, porque a máquina fica parada, sem a existência de peças de reposição. Ao se utilizar um produto de fabricação nacional, há maior disponibilidade de peças e assistência técnica brasileiras".

Diante desse cenário, a expansão do sistema elétrico brasileiro requer planejamento integrado e investimentos consistentes para atender ao crescimento esperado da demanda. Nesse processo, o PDE se consolida como referência técnica para orientar políticas públicas, leilões e projetos. O fortalecimento da cadeia nacional, no entanto, reforça a sustentabilidade econômica do setor no longo prazo.

Para mais informações, basta acessar o site: https://www.bristol.ind.br/

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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