O glaucoma figura entre as principais causas de cegueira irreversível no Brasil e no mundo, colocando-se como um desafio crescente em saúde pública. Estima-se que, globalmente, 76 milhões de pessoas viviam com a doença em 2020, número que deve chegar a 95 milhões até 2030.
A retinóloga Dra. Geraldine Ragot de Melo explica que, pelo aumento da pressão intraocular e dano progressivo ao nervo óptico, muitas vezes assintomático nas fases iniciais, o glaucoma pode ser identificado somente após comprometimento da visão periférica. "A detecção precoce por meio de exames regulares, incluindo tonometria e avaliação do nervo óptico, é essencial para prevenir perda visual irreversível", completa.
A especialista pondera que sintomas tardios incluem visão em túnel, dificuldade para perceber objetos laterais e adaptação lenta à luz. Fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar, miopia elevada e pressão intraocular elevada.
O tratamento envolve colírios hipotensores, laser ou cirurgia em casos refratários. A adesão ao acompanhamento clínico e à terapia é crucial para reduzir a progressão da doença.
Segundo a retinóloga, estudos apontam que a detecção precoce diminui significativamente a incidência de cegueira relacionada ao glaucoma. Pacientes devem receber orientação sobre hábitos visuais e prevenção de fatores de risco.
"Campanhas de conscientização e exames periódicos ajudam na prevenção e preservação da visão. Dessa forma, a combinação de monitoramento e intervenção precoce reduz impactos clínicos graves", finaliza.


