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Quiet cracking é desafio na gestão de pessoas em empresas

Quiet cracking é desafio na gestão de pessoas em empresas
Quiet cracking é desafio na gestão de pessoas em empresas

Os brasileiros estão menos engajados no trabalho. É o que mostra uma pesquisa noticiada pela Fundação Getulio Vargas (FGV): em 2025, apenas 39% dos trabalhadores envolvidos se disseram engajados, uma diminuição em comparação com os 44% da edição de 2024 do levantamento.

De acordo com a pesquisa, metade dos profissionais desengajados diz perder até duas horas de produtividade por dia por falta de motivação. Em termos econômicos, a falta de engajamento gera uma perda de R$ 77 bilhões por ano, sendo o turnover (rotatividade, entrada e saída frequente de funcionários) responsável por R$ 71 bilhões desse prejuízo.

Lucimara Costa, diretora de pessoas e cultura (CHRO) da Nexti, chama atenção para um fenômeno chamado quiet cracking, no qual o profissional passa a cumprir apenas o mínimo necessário de suas funções, muitas vezes como uma reação consciente à sobrecarga ou falta de reconhecimento. Segundo ela, o quiet cracking está diretamente ligado à falta de engajamento no ambiente de trabalho.

"Entre os sinais mais comuns estão a redução da participação em conversas e iniciativas da equipe, menor entusiasmo com projetos, afastamento gradual das interações sociais no trabalho e uma postura mais automática diante das atividades", explica Costa.

"Diferente de uma queda brusca de produtividade, o colaborador continua entregando resultados, mas demonstra menor conexão emocional com o trabalho, evitando assumir novas responsabilidades ou contribuir de forma mais proativa", complementa a CHRO. A empresa na qual ela atua é especializada em serviços e soluções de recursos humanos (RH).

Com o tempo, o distanciamento provocado pelo quiet cracking pode se refletir em menor colaboração, criatividade e senso de pertencimento. De acordo com Costa, apesar de semelhante ao quiet quitting, esse fenômeno se diferencia por aparecer de maneira mais discreta e gradual, com o profissional aparentando estar engajado, mas, internamente, perdendo motivação, entusiasmo e conexão com a organização. "Justamente por isso, o quiet cracking tende a ser mais difícil de identificar e, se não for percebido a tempo, pode evoluir para desmotivação profunda, queda de desempenho e pedidos de demissão, pontua a CHRO da Nexti. No médio e longo prazo, há riscos para a empresa como um todo em pontos como produtividade, qualidade das entregas e até a retenção de talentos."

Costa diz que, além de garantir salários adequados e boas condições de trabalho, os negócios podem adotar estratégias para prevenir esse tipo de desgaste e, caso ele ocorra, ser capazes de identificá-lo. Isso passa por criar canais abertos de escuta, promover uma cultura de diálogo entre gestores e colaboradores e acompanhar indicadores relacionados à experiência do empregado.

"Mais do que reagir a crises, o RH precisa atuar de forma preventiva, observando sinais de desmotivação, acompanhando o clima organizacional e apoiando lideranças para que tenham conversas mais frequentes e transparentes com suas equipes. Esse acompanhamento contínuo permite identificar mudanças de comportamento antes que elas se transformem em problemas maiores para a organização", avalia Costa.

Ela frisa que soluções digitais de RH também podem ajudar gestores e lideranças a ter uma visão mais clara sobre o clima organizacional e a experiência dos colaboradores. Recursos como chats internos, canais de feedback e espaços de interação contribuem para que gestores consigam perceber sinais de desengajamento de forma mais rápida.

"Além disso, essas soluções facilitam o acompanhamento de indicadores de clima e engajamento, permitindo que a área de RH tenha uma visão mais estruturada sobre o que está acontecendo no dia a dia das equipes. Com essas informações, torna-se possível agir de forma mais estratégica para fortalecer a cultura organizacional e melhorar a experiência dos colaboradores", descreve a CHRO.

Outro ponto citado por Costa são os programas voltados à qualidade de vida e ao bem-estar, que ampliam a percepção de cuidado da empresa com seus colaboradores. "Benefícios que impactam não apenas o profissional, mas também a família do trabalhador, contribuem para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorização dentro da organização", informa ela.

Para ilustrar a explicação, a CHRO cita, como exemplo, o Nexti Club, que permite às empresas oferecer uma série de benefícios aos seus colaboradores. São exemplos: clube de descontos, serviços de telemedicina, promoções na compra de medicamentos, seguro de vida e assistência funeral.

"Esses instrumentos não apenas podem modernizar a gestão de pessoas, mas também contribuir para reduzir turnover, melhorar a satisfação no trabalho e tornar o ambiente organizacional mais resiliente a tendências de desengajamento silencioso", ressalta Costa.

Para saber mais, basta acessar: https://nexti.com/

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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