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Metalon: uso genérico de marca desafia exclusividade

Metalon: uso genérico de marca desafia exclusividade
Metalon: uso genérico de marca desafia exclusividade

Mesmo sem perceber, consumidores usam o nome de uma marca para se referir a um produto. É o caso da lâmina de barbear e da esponja de aço, por exemplo, que são frequentemente chamadas por duas marcas famosas no país. Essa figura de linguagem, chamada de metonímia, vai além de classes sociais, idade e regiões.

A Metalon Tubos de Aço é outro exemplo desse fenômeno. Sua origem remonta à década de 1940, no Rio de Janeiro. Naquela época, a indústria metalúrgica brasileira era focada em tubos redondos, voltados majoritariamente para condução de fluidos e infraestrutura pesada.

A empresa foi uma das pioneiras na fabricação de tubos de aço de seção quadrada e retangular no Brasil. Ao introduzir esses formatos, a Metalon permitiu que serralheiros e engenheiros criassem estruturas mais leves, estéticas e fáceis de montar devido às faces planas que facilitam a soldagem.

O nome da empresa passou a ser amplamente utilizado entre as décadas de 1960 e 1970. "Por muito tempo, a Metalon foi uma das únicas referências de qualidade para esse tipo de material. O uso tornou-se tão orgânico que o profissional não pedia um ‘tubo de aço carbono de seção quadrada’, pedia simplesmente um ‘Metalon’, e era entendido facilmente", explica Adilson Granado, CEO da companhia.

Granado diz que, quando um nome próprio vira categoria, a empresa enfrenta desafios paradoxais. Um deles é a diluição da exclusividade, em que o consumidor pode comprar o produto de um concorrente inferior, acreditando estar levando o "original".

Em casos extremos, a marca pode perder o direito de exclusividade sobre o nome se for provado que ele se tornou o termo comum do dicionário técnico. "Além disso, como o nome vira uma commodity, a empresa tem dificuldade em cobrar um preço superior pela sua qualidade real, já que o cliente acha que tudo é Metalon", afirma Granado.

Para combater o uso genérico e a pirataria industrial, a Metalon adota diferentes estratégias. Na identidade visual do produto, é feita marcação a laser ou gravação direta no corpo dos tubos com o logotipo da empresa e o selo de procedência, com rastreabilidade, ou seja, a garantia de que cada lote pode ser rastreado desde a usina siderúrgica até o ponto de venda.

A empresa também realiza comunicação direta com o serralheiro e o especificador técnico (arquitetos e engenheiros) sobre a diferença de espessura, composição química do aço e precisão dimensional do produto original.

O posicionamento é outro fator levado em conta na estratégia da companhia. "Hoje, a Metalon se posiciona não apenas como uma fabricante de tubos, mas como uma empresa de soluções em aço para valorização de projetos. Nossos pilares estratégicos sustentam-se em: tradição com tecnologia, qualidade superior e fortalecimento da rede de distribuidores", detalha Granado.

O CEO menciona ainda a certificação ISO 9001:2015 obtida pela Metalon. Trata-se de uma série de requisitos que uma empresa deve seguir para garantir que seus produtos ou serviços tenham qualidade consistente, atendendo às expectativas dos clientes e às exigências regulatórias.

Segundo Granado, dentro da estratégia de diferenciação, a ISO 9001:2015 atua como uma ferramenta de defesa da marca, pois busca garantir que cada tubo tenha exatamente a espessura e a resistência prometidas.

"A certificação também traz confiança técnica, facilitando a entrada em grandes obras de infraestrutura e projetos industriais que exigem conformidade normativa rigorosa. Outro ponto é a melhoria contínua por meio do monitoramento de falhas e otimização da produção, com foco na redução de custos internos e aumento da satisfação do cliente, o que sustenta o valor da marca no longo prazo", ressalta o CEO da Metalon.

Para saber mais, basta acessar: https://www.metalon.com.br/

Sandro Peixoto

Sandro Peixoto, jornalista, cronista de Búzios, foi repórter em O Perú Molhado

Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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