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Especialista alerta sobre as principais causas da gravidez de alto risco

Especialista alerta sobre as principais causas da gravidez de alto risco
Especialista alerta sobre as principais causas da gravidez de alto risco

A gestação é um momento de transformação e expectativa, mas, para algumas mulheres, pode ser marcada por desafios que exigem atenção especial. Quando uma gravidez é classificada como de alto risco, os cuidados precisam ser intensificados para garantir a saúde da mãe e do bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% a 15% das gestações em todo o mundo são consideradas de alto risco, o que reforça a importância de um pré-natal adequado e de informações claras sobre o tema.

A Dra. Polyana Mattedi, coordenadora da ginecologia e obstetrícia do Hospital Mater Dei Goiânia, explica que uma gravidez é considerada de alto risco quando há fatores que aumentam as chances de complicações para a mãe e o bebê. “Isso inclui condições como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, além de alterações no bebê, como malformações”, destaca a especialista.

O que caracteriza uma gravidez de alto risco?

De acordo com a Dra. Polyana, qualquer doença pré-existente ou adquirida durante a gestação pode levar a uma gravidez de alto risco. “Além disso, extremos de idade também influenciam: mulheres com menos de 15 anos podem não ter maturidade física e psicológica suficiente, enquanto aquelas acima de 35 anos têm maior probabilidade de desenvolver doenças crônicas que podem complicar a gestação”, explica.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a gravidez na adolescência representa cerca de 14% dos nascimentos no Brasil, enquanto gestações após os 35 anos têm aumentado significativamente, reflexo de mudanças sociais e profissionais. Esses grupos demandam atenção especial, pois estão mais suscetíveis a complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia.

Fatores de risco e complicações mais comuns

A médica ressalta que são diversos os fatores que podem classificar uma gestação como de alto risco, tornando difícil listar todos. Entre os mais comuns estão hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo e doenças cardíacas. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a hipertensão arterial é uma das principais causas de complicações na gestação, responsável por cerca de 10% das mortes maternas no Brasil.

As complicações variam de acordo com a causa do risco. Um exemplo é a pré-eclâmpsia, condição caracterizada pela pressão alta, associada a outras alterações, após 20 semanas de gestação. “O diagnóstico da pré-eclâmpsia é feito durante o pré-natal, com a aferição da pressão em todas as consultas. O tratamento inclui medicamentos anti-hipertensivos prescritos pelo obstetra”, explica Dra. Polyana.

Outra complicação frequente é o diabetes gestacional, que afeta aproximadamente 18% das gestantes no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Se não controlado, pode levar a partos prematuros, macrossomia (bebês com peso acima da média) e, até mesmo, ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 na mãe após o parto.

Cuidados e mudanças no estilo de vida

Para gestantes de alto risco, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental. A médica enfatiza que mudanças de hábitos são essenciais para todas as gestantes, mas, no caso de gravidez de alto risco, o obstetra pode indicar medidas específicas. “Dependendo do risco, o médico pode recomendar exercícios físicos adequados e uma alimentação específica para cada caso”, afirma.

Além disso, o acompanhamento pré-natal é crucial. Consultas regulares permitem monitorar a saúde da mãe e do bebê, identificar possíveis complicações precocemente e tomar as medidas necessárias para garantir uma gestação segura. A OMS recomenda pelo menos oito consultas de pré-natal para reduzir riscos e melhorar os resultados da gestação.

A gravidez de alto risco exige atenção especial, mas com os cuidados adequados e o acompanhamento médico, é possível minimizar os riscos e garantir um desfecho positivo para mãe e bebê. Como destaca a Dra. Polyana, “a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores ferramentas para enfrentar os desafios de uma gestação de alto risco”. Portanto, investir em um pré-natal de qualidade, adotar um estilo de vida saudável e seguir as orientações médicas são passos essenciais para uma gestação tranquila e segura.

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