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Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia

Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia
Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia

A arqueologia é um campo fascinante que busca entender as civilizações passadas por meio de suas relíquias e vestígios materiais. Entre as ferramentas que transformaram profundamente a maneira como os arqueólogos datam e interpretam artefatos, o método do radiocarbono se destaca como uma das mais revolucionárias. Mas como saber a veracidade dessa informação? como eles chegaram a essa conclusão? A professora e mestra em história Marisa Furlan explica como o a datação por radiocarbono, que utiliza o carbono-14 auxilia na idade de objetos e materiais orgânicos. Qualquer material que um dia teve vida ou foi produzido por um ser vivo pode ser datado usando essa técnica, revelando em que período da história ele se encaixa.

Utilizando a datação por radiocarbono como uma técnica essencial os cientistas determinam a idade de materiais orgânicos antigos através do carbono-14. Furlan destaca que esse método desempenha um papel fundamental na cronologia de sítios arqueológicos e na compreensão da evolução das sociedades humanas ao longo dos séculos.

As primeiras pesquisas envolvendo datação por radiocarbono foram realizadas na Grécia durante a década de 1960, quando arqueologistas das ilhas de Santorini descobriram os resquícios da antiga Civilização Minoica de Terá enterrada em meio a destroços vulcânicos.

A explicação do processo do C-14 revela como a perda gradual dos átomos radioativos ao longo do tempo permite estimar a idade de organismos mortos. Essa técnica, expressa em anos antes ou depois da “presente era” (BP, Before Present), apresenta uma margem de erro em torno de 100 anos.

Nas palavras da professora, a dificuldade em determinar a idade dos artefatos ilustra a complexidade natural deste campo de estudo fascinante onde a ciência e a história continuam a revelar os mistérios do passado, nos mostrando incríveis detalhes sobre a jornada da humanidade.

Espectrometria de Massa Aceleradora (AMS)

De acordo com a Oxford Academic, a espectrometria de massa com aceleradores (AMS) é uma técnica avançada que mede a quantidade de isótopos de carbono em uma amostra, diferenciando-se da contagem de decaimento tradicional ao separar e contar diretamente os isótopos de carbono (C-12, C-13 e C-14). Essa abordagem permite uma medição mais precisa e sensível. O impacto dessa precisão é amplamente discutido no Journal of Archaeological Science, que destaca três áreas principais de avanço na arqueologia graças à AMS. Primeiro, a técnica possibilita a datação de artefatos e estratos muito mais antigos ou menores com alta confiabilidade, permitindo investigações mais detalhadas sobre períodos históricos. Além disso, a capacidade de datar amostras menores e variadas tem levado à revisão e refinamento das cronologias arqueológicas, ajustando interpretações anteriores sobre eventos e ocupações humanas. Por fim, a AMS tem ampliado o acesso a novos tipos de amostras, como pequenos fragmentos de carvão e restos de alimentos, permitindo uma compreensão mais rica e detalhada das práticas culturais e ambientes antigos das civilizações passadas.

Furlan destaca que uma das principais contribuições da arqueologia é sua capacidade de revelar a complexidade das sociedades pré-históricas e históricas. Por meio da escavação e análise meticulosa de sítios arqueológicos, como assentamentos antigos, sepulturas e artefatos, os arqueólogos podem reconstruir padrões de assentamento, práticas religiosas, estruturas políticas e sistemas econômicos. Essas descobertas não apenas enriquecem nossa compreensão do passado, mas também fornecem um contexto crucial para interpretar o presente e antecipar o futuro.

O The Role of Radiocarbon Dating in Modern Archaeology aborda a importância do radiocarbono e como ele tem sido utilizado para resolver questões arqueológicas complexas como: Contextualização cultural, estudos paleoambientais, validação de hipóteses, conservação e preservação.  

Embora o C-14 seja um método sério, não está isento de críticas e desafios. Especialistas reconhecem a necessidade de calibragem de resultados devido a mudanças no polo magnético da Terra e variações na concentração de C-14 na atmosfera ao longo do tempo.

“O radiocarbono revolucionou a arqueologia ao fornecer uma ferramenta precisa e confiável para datar eventos históricos e pré-históricos, abrindo novas possibilidades de pesquisa e entendimento sobre a evolução da humanidade ao longo do tempo. Essa técnica continua a ser refinada e aprimorada, ampliando constantemente nosso conhecimento sobre o passado e sua relevância para o presente e o futuro”, finaliza a professora Marisa Furlan.

 

Sobre a profissional

Marisa Martins Furlan é doutoranda em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestra em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Mestra em História pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER), além de Licenciada em História pela Faculdade Campos Elíseos (FCE). Com mais de dez anos de experiência, Marisa é professora de História pelo Estado de São Paulo e especialista em arqueologia, história e estudos religiosos.

Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia

Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia
Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia

A arqueologia é um campo fascinante que busca entender as civilizações passadas por meio de suas relíquias e vestígios materiais. Entre as ferramentas que transformaram profundamente a maneira como os arqueólogos datam e interpretam artefatos, o método do radiocarbono se destaca como uma das mais revolucionárias. Mas como saber a veracidade dessa informação? como eles chegaram a essa conclusão? A professora e mestra em história Marisa Furlan explica como o a datação por radiocarbono, que utiliza o carbono-14 auxilia na idade de objetos e materiais orgânicos. Qualquer material que um dia teve vida ou foi produzido por um ser vivo pode ser datado usando essa técnica, revelando em que período da história ele se encaixa.

Utilizando a datação por radiocarbono como uma técnica essencial os cientistas determinam a idade de materiais orgânicos antigos através do carbono-14. Furlan destaca que esse método desempenha um papel fundamental na cronologia de sítios arqueológicos e na compreensão da evolução das sociedades humanas ao longo dos séculos.

As primeiras pesquisas envolvendo datação por radiocarbono foram realizadas na Grécia durante a década de 1960, quando arqueologistas das ilhas de Santorini descobriram os resquícios da antiga Civilização Minoica de Terá enterrada em meio a destroços vulcânicos.

A explicação do processo do C-14 revela como a perda gradual dos átomos radioativos ao longo do tempo permite estimar a idade de organismos mortos. Essa técnica, expressa em anos antes ou depois da “presente era” (BP, Before Present), apresenta uma margem de erro em torno de 100 anos.

Nas palavras da professora, a dificuldade em determinar a idade dos artefatos ilustra a complexidade natural deste campo de estudo fascinante onde a ciência e a história continuam a revelar os mistérios do passado, nos mostrando incríveis detalhes sobre a jornada da humanidade.

Espectrometria de Massa Aceleradora (AMS)

De acordo com a Oxford Academic, a espectrometria de massa com aceleradores (AMS) é uma técnica avançada que mede a quantidade de isótopos de carbono em uma amostra, diferenciando-se da contagem de decaimento tradicional ao separar e contar diretamente os isótopos de carbono (C-12, C-13 e C-14). Essa abordagem permite uma medição mais precisa e sensível. O impacto dessa precisão é amplamente discutido no Journal of Archaeological Science, que destaca três áreas principais de avanço na arqueologia graças à AMS. Primeiro, a técnica possibilita a datação de artefatos e estratos muito mais antigos ou menores com alta confiabilidade, permitindo investigações mais detalhadas sobre períodos históricos. Além disso, a capacidade de datar amostras menores e variadas tem levado à revisão e refinamento das cronologias arqueológicas, ajustando interpretações anteriores sobre eventos e ocupações humanas. Por fim, a AMS tem ampliado o acesso a novos tipos de amostras, como pequenos fragmentos de carvão e restos de alimentos, permitindo uma compreensão mais rica e detalhada das práticas culturais e ambientes antigos das civilizações passadas.

Furlan destaca que uma das principais contribuições da arqueologia é sua capacidade de revelar a complexidade das sociedades pré-históricas e históricas. Por meio da escavação e análise meticulosa de sítios arqueológicos, como assentamentos antigos, sepulturas e artefatos, os arqueólogos podem reconstruir padrões de assentamento, práticas religiosas, estruturas políticas e sistemas econômicos. Essas descobertas não apenas enriquecem nossa compreensão do passado, mas também fornecem um contexto crucial para interpretar o presente e antecipar o futuro.

O The Role of Radiocarbon Dating in Modern Archaeology aborda a importância do radiocarbono e como ele tem sido utilizado para resolver questões arqueológicas complexas como: Contextualização cultural, estudos paleoambientais, validação de hipóteses, conservação e preservação.  

Embora o C-14 seja um método sério, não está isento de críticas e desafios. Especialistas reconhecem a necessidade de calibragem de resultados devido a mudanças no polo magnético da Terra e variações na concentração de C-14 na atmosfera ao longo do tempo.

“O radiocarbono revolucionou a arqueologia ao fornecer uma ferramenta precisa e confiável para datar eventos históricos e pré-históricos, abrindo novas possibilidades de pesquisa e entendimento sobre a evolução da humanidade ao longo do tempo. Essa técnica continua a ser refinada e aprimorada, ampliando constantemente nosso conhecimento sobre o passado e sua relevância para o presente e o futuro”, finaliza a professora Marisa Furlan.

 

Sobre a profissional

Marisa Martins Furlan é doutoranda em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestra em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Mestra em História pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER), além de Licenciada em História pela Faculdade Campos Elíseos (FCE). Com mais de dez anos de experiência, Marisa é professora de História pelo Estado de São Paulo e especialista em arqueologia, história e estudos religiosos.

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