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Teletrabalho transformará petroleiros em Uber

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Para os petroleiros sindicalistas, o teletrabalho sem um acordo firmado entre as partes definindo horários e planilha de dias de plantão presencial e hora extra é problema para o trabalhador. O novo sistema de trabalho foi aprovado pela diretoria executiva da Petrobras, que quer a implantação permanente de teletrabalho na companhia a partir de dezembro.

O modelo será voltado aos empregados de regime administrativo e começará a ser implantado quando for autorizado o retorno desses empregados aos seus locais de trabalho presencial. Para Alexandre de Oliveira Vieira, coordenador do Departamento de Saúde e Segurança do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, esse sistema transformar o petroleiro em “ubertrabalhador” se não houver um acordo firmado via sindicato.

Falta de acordo

“Sem um documento definindo regras, a Petrobras pode chamar o trabalhador o dia e a hora que ela quiser ou precisar, ignorando extras, deslocamento e outros direitos”, classifica Alexandre Oliveira. Já Tezeu Bezerra, coordenador geral do Sindipetro NF a medida além de perigosa para o petroleiro torna-se um desastre para a economia na região onde as unidades estão instaladas. Em Macaé a Petrobras está instalada no Parque de Tubos e na Imbetiba.

“As cidades sentirão em sua economia essa mudança de trabalho. Muitos petroleiros não moram onde trabalham. Com o regime de teletrabalho, não precisarão mais se deslocar e consequentemente deixará de gastar com transporte, alimentação, hospedagem e muitas outras coisas. O comércio será diretamente afetado”, justifica Tezeu.

Atualmente, os funcionários da empresa estão trabalhando em regime de home office cinco dias da semana. Para o sistema de teletrabalho, a adesão será voluntária e limite de até três dias por semana. O modelo permanente ajudará na redução de custos por meio da otimização da ocupação de prédios administrativos.

Economia se mantém estável

O presidente da Associação Comercial de Macaé, Francisco Navega entende a medida como salutar e que não afetará a economia da cidade ou da região. Para ele, o trabalho home office veio para ficar. “Ela está baseada em empresas que podem trabalhar com essa ferramenta. Não substitui os trabalhos de base que precisam da presença. Eu entendo a preocupação do sindicato com alguns setores, como no caso de aluguel. Mas você tem um lado interessante porque há uma economia da empresa com esse custo e ela reinvestirá em outros setores. Não acredito que vai gerar um saldo negativo na economia da cidade”.

Para isso, o empresário exemplificou como investimento pela Petrobras, a ampliação do porto de Imbetiba. A Petrobras deu início às operações com embarcações de grande porte (oito metros de calado) no Porto de Macaé. A mudança vai gerar uma movimentação de cargas maiores e aumentará o volume de atracações em Macaé, com o objetivo de atender às atividades de ancoragem das novas plataformas.

“O porto de macaé estava perdendo para o de Açu devido o baixo calado. Agora estamos novamente na competição”, concluiu Navega.

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