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Projeto de moeda social em Macaé pode oxigenar a economia local e diminuir a pobreza

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Moeda sociais

A criação da moeda social permite que as próprias empresas, a prefeitura e o comércio invistam na cidade, gerando emprego e reduzindo a pobreza e desigualdade social

Réis, Novo cruzeiro, Cruzado, diversas foram as moedas que circularam no Brasil e fizeram parte da história e a dos brasileiros. Porém, existe uma menos conhecida, mas ainda em circulação que detém uma grande importância na história social do Brasil, a Palma, a primeira moeda social brasileira.

Segundo Joaquim Mello, o coordenador do Banco Palmas, que tornou possível a criação da moeda, e diretor-presidente da Rede Brasileira de Bancos Comunitários (RBBC), a moeda social é um instrumento que permite que o dinheiro circule localmente, num sistema de trocas pautado na solidariedade e cooperação.

A Mumbuca foi criada em 2013, no governo de Fabiano Horta.

E é com essa experiência que Joaquim Mello fala à Macaé sobre a possibilidade da criação de uma moeda social exclusiva do muncípio.

Esse é um projeto do pré-candidato a prefeitura, Igor Sardinha, que até pouco tempo era secretário de Desenvolvimento Econômico de Maricá, onde há um modelo moeda social muito bem sucedido, a Mumbuca, e que, se aplicado se adaptado a realidade de Macaé, pode modificar a economia do município e ser um marco na igualdade de distribuição de renda.

O exemplo

A Mumbuca foi criada em 2013, no governo de Washington Quaquá e que foi continuado pelo atual prefeito Fabiano Horta. Ela inicialmente surgiu para o pagamento de um benefício de renda mínima pela prefeitura de Maricá. Maricá também desenvolveu outros projetos de iniciativa econômica e social que tiveram tanto êxito que vai inspirar a criação de iniciativas similares em outras cidades, como em Niterói.

A possibilidade da aplicação do projeto em Macaé, uma cidade com grande riqueza per capita, mas com o mesmo nível de desigualdade social, parece uma esperança de alivio, em especial, para as grande comunidades carentes na região urbana e aos moradores da zona rural, que historicamente está distante das conquistas advindas dos anos de abundancia dos royalties do petróleo.

E é sobre isso que Joaquim Mello conta, ao mencionar que “ o Banco Comunitário e a moeda social são coisas fantásticas, porque fazem com que o dinheiro circule na própria localidade”.

O Produto Interno Bruto (PIB), que é soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada localidade e indicador usado para quantificar a atividade econômica de uma região, para Joaquim Mello, não deve ser qualificado pela quantidade de dinheiro que circula localmente, mas sim pela velocidade que ele circula.

Joaquim Mello fala sobre a iniciativa de moeda social em Macaé/ Vídeo extraído das redes sociais de Igor Sardinha

Ele explica que a criação da moeda social permite que as empresas, a prefeitura e o comércio invista na cidade. Pagando salários e aceitando a moeda em seus estabelecimentos. Assim, as pessoas compram no comércio local e esse comércio gera mais empregos.

“O desenvolvimento de uma cidade, de uma localidade, ou comunidade acontece quando tem moeda circulando. Por isso, estamos aqui, afirmando nosso compromisso e certeza na criação do banco popular de Macaé, que vai oxigenar a economia local, gerar emprego e desenvolvimento”, finaliza.

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Octavio Raja gabaglia

Octavio Raja Gabaglia, o carismático Otavinho, é um nome que ressoa nas praias, encostas e telhados de Búzios. Esse arquiteto genial, conhecido pelo bom papo e pela mente afiada, conseguiu, com engenhosidade, domar os ventos, convidar a luz do sol para habitar as casas com gentileza, além de convencer a paisagem exuberante a fazer parte de sua obra.

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