Primeiras Damas e First Ladies – a Marcela daqui e a Melania de lá em destaque

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Por Mark Zussman
first-ladies_croppedNestes últimos dias pré-Natal, quando muitos brasileiros pagariam, de bom grado, pelo privilégio de pensar, só durante um breve intervalo, em outra coisa que não as múltiplas crises que assolam o nosso querido lar tropical e eu, como norte-americano nato, também pagaria (um pouco) para não ter que pensar, só por alguns dias, na grave ferida que os meus concidadãos, num chilique autodestrutivo e profundamente antidemocrático, infligiram a si mesmos nas recentes eleições, eu esbarrei, totalmente por acaso, numa velha foto que eu achei engraçada. É a foto ao lado.

 

Da esquerda para a direita, essas seis senhoras são Nancy Reagan, Lady Bird Johnson, Hillary Rodham Clinton, Rosalynn Carter, Betty Ford e Barbara Bush, e todas elas, uma vez ou outra, ocuparam a Casa Branca, em Washington, que, como todo brasileiro sabe, é a residência oficial do Presidente dos EUA, como o Palácio da Alvorada é a residência oficial do Presidente do Brasil. Elas ocupavam a casa como mulheres do Presidente ou, como os americanos, e também os brasileiros, gostam de dizer, como Primeiras Damas.  (Pelo menos nos EUA, o título é só de cortesia. Não tem nenhum status jurídico. Não traz salário. Nos EUA, a primeira mulher de Presidente, Martha Washington, foi tratada de Lady Washington. O termo First Lady, ou Primeira Dama, passou a ser usado só paulatinamente, e informalmente, ao longo do Século XIX.  Eu não me dei ao trabalho de pesquisar, mas eu imagino que, aqui no Brasil também, o título só é de cortesia.)

 

Eu acho a foto bem pitoresca. A foto não tem mais antiguidade do que 1994, mas já parece Idade Média. Elas não eram idiotas, essas senhoras, e as que sobreviveram até agora, a Hillary, a Rosalynn, e a Barbara, não são idiotas, mas na foto da sua confraternizaçãozinha, elas todas tem o visual do que nós, em inglês, chamamos “ladies who lunch” ou, traduzindo literalmente, senhoras que vão a almoçar, e eu acho que quero, sim, dizer “vão a almoçar” e não “vão almoçar”. Para as ladies who lunch, o almoço não é uma atividade, é um projeto. As mulheres por assim dizer almoçadoras são as que, não tendo a obrigação de trabalhar para ajudarem a família a fechar as contas, fim do mês, enchem os seus dias com uma sucessão de atividades banais e fúteis, embora disfarçadas, quando possível, como campanhas para levantar dinheiro (normalmente dos maridos uma da outra) para sustentar a orquestra filarmônica mais perto ou o museu de arte mais perto ou uma caridade que pretende acabar ou com uma doença predileta ou com a pobreza em geral (mas sem a intervenção do estado). Em português, diríamos dondocas.

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É claro que a história das First Ladies dos EUA e das Primeiras Damas no Brasil não pode ser representada na forma de uma linha reta, ou de progresso contínuo ou, muito menos, de retrocesso contínuo, e não importa como progresso e retrocesso sejam definidos. Nos dois países, há singularidades por todo o caminho. No começo da década de 20 nos EUA, a Senhora Harding, por exemplo, não era a Presidente. Mas, numa época em que, para uma mulher muito ambiciosa realizar a sua ambição, o caminho mais indicado ainda passava através de um homem, era ela que tinha a ambição. O marido dela, o coitado Warren, teria ficado contente de passar a vida jogando pôquer e trocando anedotas com os seus comparsas no Senado. A Senhora Harding, a Florence, o empurrou; durante o mandato dele, ela exercia um poder inédito.

 

A sua predecessora, Edith Bolling Wilson, exercia mais poder ainda. Depois de o marido dela, o Presidente Woodrow Wilson, sofrer um AVC, ela efetuou uma espécie de golpe palaciano.  Ela não passou a ser a Presidente, ou, como a Dilma teria dito, a Presidenta, como alguns Republicanos no Congresso alegavam, mas, no mínimo, ela controlava ferrenhamente o acesso ao Presidente.

 

Da grande maioria das mulheres dos Presidentes da Velha República aqui no Brasil, ou seja, das primeiras damas brasileiras da mesma época em que Edith Wilson e Florence Harding exerciam poderes sobredimensionados nos EUA, eu confesso que eu não sei absolutamente nada. Não sei nada da Senhora Campos Sales, nada da Senhora Rodrigues Alves, nada da Senhora Afonso Pena. Eu só posso imaginar uma procissão de senhoras bem educadas, sisudas e meio corpulentas no melhor estilo das elites estaduais, sobre tudo paulistas e mineiras, da época. Mas encontrei uma vez, num sebo, um livro sobre uma primeira dama da Velha República que quebrou os moldes se os moldes fossem na verdade os moldes que eu imagino.

 

Ela se chamava Nair de Teffé, mesmo que a Wikipédia faça questão de soletrar o nome com um único “f”. A Nair era uma grande beldade, era beneficiária de uma educação europeia graças às andanças do seu pai diplomata, era uma caricaturista talentosa e renomada, virou uma locomotiva da alta sociedade carioca, e era também – mas só num sentido muito limitado – um prenúncio da Dona Marcela, de agora, pelo fato que ela se casou com o Marechal Hermes da Fonseca quando ela tinha 27 anos e ele, recentemente enviuvado, tinha 58.

 

O biógrafo, um certo Antonio Edmilson Martins Rodrigues, diz que muitos contemporâneos tinham pena dela por ter sido “forçada a se casar com um homem bem mais velho,” mas ela não foi forçada de jeito nenhum. Na verdade, os pais dela se opunham ao casamento com um homem mais do que duas vezes mais velho que ela, e por isso a pena desses contemporâneos era radicalmente desperdiçada. Segundo o autor, ela “achava o marechal parecido com o seu avô e gostava de tê-lo a seu lado.” Além disso, ela era aventureira, ela era sofisticada. Como o biógrafo nos lembra, casamentos entre homens de idade avançada e mocinhas eram comuns nesse período. E como primeira dama, ela revolucionou a atmosfera anteriormente rigorosamente cerimoniosa do Palácio do Catete. Lançou, lá, um maxixe composto por sua amiga Chiquinha Gonzaga. Tocava violão com suas próprias mãos. Ganhou censura pelo grande Rui – isto é, Rui Barbosa – no Senado Federal: “Uma das folhas de ontem estampou em fac-símile o programa de recepção presidencial em que, diante do corpo diplomático, da mais fina sociedade do Rio de Janeiro, aqueles que deviam dar ao país o exemplo das maneiras mais distintas e dos costumes mais reservados elevaram o ‘Corta-jaca’ à altura de uma instituição social. . . . [N]as recepções presidenciais o ‘Corta-jaca’ é executado com todas as honras da música de Wagner.”

*

Seria um luxo falar mais do passado – da tragédia da Hillary, que tentou sair dos moldes norte-americanos e, no evento, encalhou na areia da praia sob a força do violento e destrutivo furacão Trump. Seria um luxo repensar a triste história da Jackie – isto é, Jackie Kennedy – que, no começo dos anos 60, parecia prometer uma nova era de glamour e sofisticação e mundanismo lá nos EUA, tanto mais depois de oito anos da convencionalíssima e provinciana Mamie Eisenhower. Agora nós olhamos as fotos da Jackie e só encontramos uma bonequinha de porcelana. E, além do mais, nós sabemos agora que o seu marido, o John, o Presidente, a traia a cada oportunidade – com Marilyn Monroe, com certeza, mas com muitas outras menores beldades também.

 

Seria um luxo pesquisar, e escrever sobre, a Dona Ruth (Cardoso) e sobre a Dona Maria Teresa Goulart. A segunda, graças a sua beleza e a elegância do seu vestuário, era, no seu tempo, considerada a Jackie Kennedy brasileira. Seria interessante escrever sobre a paciente e resignada Darci Vargas e sobre a ávida e criminosa Rosane Collor. Mas não podemos perder mais tempo. Vamos chegar ao presente, que é obviamente aonde minha descoberta da foto das seis Primeiras Damas norte-americanas me levava.

 

No Brasil, temos, agora, a Dona Marcela (Temer). Nos EUA, temos a Melania. A propósito, MT e MT. Mas, nos EUA a situação é um pouco complicada porque, lá, temos também a Ivanka, que, para além de ser filha do Trump, parece estar sendo preparada para ser nomeada – se não coroada – Primeira Dama em Exercício. Se esse regime se realizar daqui a poucas semanas, a Ivanka cumprirá o papel de anfitriã na Casa Blanca. Será também uma dos principais assessores do seu pai meio ditador.  A Melania, ou por escolha pessoal ou porque, de facto, ela está sendo rebaixada, ficará na cobertura triplex no Trump Tower em Nova York cuidando do mais novo filho presidencial, o Barron.

 

marcelaPrimeiro, a Dona Marcela. Me desculpem, brasileiros, mas eu acho que a Dona Marcela não é muito interessante em si mesma. Me desculpem de novo, brasileiros, mas não é sequer uma grande beldade como a sua longínqua antecessora Nair de Teffé. Eu confesso, escancaradamente, que gosto muito da sua trança lateral complicada. É diferente e original. Mas, como mulher, a Dona Marcela tem, no máximo, somente o frescor da juventude. Se ela não tivesse encontrado o Michel e acabado sendo primeira dama de um país de 200 milhões de brasileiros, estaria ainda trabalhando provavelmente como recepcionista e, sabe se lá, namorando um policial – ou, alternativamente, casada com um médico ou um vereador na sua cidade nativa de Paulínia, no interior de São Paulo, e cuidando de três ou quatro crianças. Eu não sei se ela se apaixonou pela pessoa do Michel, 43 anos mais velho que ela, ou pela majestosidade e a vida movimentada e principesca dele – ou se é simplesmente uma oportunista ou filha de uma mãe oportunista. As perguntas implícitas aqui são ociosas. Nesse casal, a pessoa interessante é o Michel.

 

Eu diria que o Michel não tem aparência de mulherengo, mas eu diria que o Renan também não tem aparência de mulherengo. Mas, na verdade, todos os grandes próceres, esses peixes graúdos e convencidos, do Poder Legislativo têm um olho para uma mulher ou uma rapariga atraente e disponível. É só que o Michel tem essa maneira de um grande constitucionalista que preferiria que o seu cabelo não fosse desalinhado. Sem dúvida, ele goza do prestígio que é atribuído inevitavelmente a um homem de 75 com uma mulher menina (“Uau, que macho!”), mas é difícil não pensar que ele se sente um pouco constrangido também. Para mim, o Michel é um Humbert Humbert estilo brasileiro. Humbert Humbert, meus amigos, é o protagonista do romance Lolita, escrito em inglês pelo russo cosmopolita Vladimir Nabokov. É um homem com muita dignidade, com grande erudição europeia, e um estilo de prosa de uma beleza irresistível. Se apaixona por uma adolescente que masca chicles. Tem outros modelos. Tem o professor Immanuel Rath que se apaixona por um cantora de cabaré vivida por Marlene Dietrich no filme O Anjo Azul. Em todos os casos, uma perda de dignidade é o preço pago pela sensação arrebatadora de embarcar numa segunda juventude.

 

donamelaniaEu disse que eu não acho a Dona Marcela muito interessante. Eu também não acho a Melania muito interessante.  E quem é essa pessoa? Eu não gosto de palavras como vadia e vagabunda. Eu não gosto da palavra periguete. Não as uso.  Mas é um simples fato que a Melania está processando o tabloide inglês, o The Daily Mail, por ter alegado que ela trabalhava, antes de conhecer o Trump, como “acompanhante” e que ela trabalhava em outros departamentos do ramo de sexo. É um outro simples fato que ela posou nua para a edição inglesa da revista GQ. Ela nasceu na Eslovénia numa família sem grandes pretensões Virou modelo. Se mudou para Nova York. Encontrou o Trump numa festa. Na convenção Repúblicana que consagrou a nomeação do Trump como o candidato do partido, ela leu um discurso que tomou emprestados alguns trechos expressivos do discurso que Michelle Obama deu, numa ocasião paralela, oito anos antes. Ou seja, ela plagiou.

 

Como eu disse, ela não é interessante. Tem dezenas de milhares iguais. Cada vez que eu baixo um CD de música clássica através do blog espanhol Frenopático Musical, surge uma propaganda falando de “beldades russas solteiras à procura de coroas brasileiros.” Segundo a propaganda, tem beldades em todos esses países dessa Europa Oriental que querem me conhecer.

 

Quem é interessante é o Trump. Quem também é interessante é o eleitorado americano

 

Lembrem-se primeiro que os americanos são muito menos cínicos do que os brasileiros.  Os brasileiros acreditam, como o primeiro artigo da fé nacional, que os seus políticos são canalhas. Se eles não são canalhas no dia da primeira eleição, se tornam canalhas assim que o primeiro lobista de uma empreiteira vem batendo na porta e eles sentem o aroma do dinheiro. Os americanos são diferentes. Apesar de todas as provas ao contrário, os americanos ainda acreditam que os seus políticos representam os interesses da população e não os interesses deles mesmos. Mas os americanos são extremamente conflitados nas expectativas que eles têm para os seus políticos e, sobre tudo, para o Primeiro Mandatário e sua família.

 

cleaverdinnerPor um lado, eles querem que a sua Primeira Família esteja totalmente visível e transparente e que sirva como um exemplo para o país como um todo. Eles querem que o seu Presidente e a sua família manifestem, visivelmente, os valores conservadores de família exprimidos em, por exemplo, a família Cleaver num seriado popular na televisão nos últimos anos na década de 50 e no começo da década 60. Não é necessário ter visto a série para entender. É só dar uma olhada na foto ao lado.

 

obamafamE, não sei se o Brasil sabe disso ou não, a família Obama cumpriu essa exigência imposta pelo povo americano admiravelmente assim como, de uma certa maneira, duas gerações de Bush e várias outras primeiras famílias, antes dos Obama, também fizeram. O Obama Presidente, se não estivesse viajando ou participando de um jantar de estado, sempre voltava para a parte residencial da Casa Branca para jantar em família e para, depois, ajudar as suas filhas com o seu dever de casa. Por esquisito que pareça, o cumprimento dessas obrigações banais e familiais faz parte da descrição das funções do Presidente – mas não as funções impostas pela Constituição mas, sim, as funções impostas pelo povo americano.

 

Com certeza, o fato que os Obama eram negros complicava o quadro para os americanos mais provincianos e tacanhos, mas mesmo eles, os trogloditas, tinham visto um monte de famílias negras em series na televisão – a família Huxtable, por exemplo, na foto, no The Cosby Show. Até os trogloditas sabiam que os negros não eram fundamentalmente diferentes. Ou seja, até os trogloditas tinham sido preparados. E, além do mais, o Obama e a Michelle tinham uma dignidade inatacável. Ao longo de oito anos de mandato, não houve nenhum escândalo, nem político nem pessoal. O pior era que, talvez duas ou três vezes, o Obama esgueirou-se com um cigarro.

 

Mas aqui entra a contradição. Nos Estados Unidos, são, basicamente, os conservadores que valorizam os assim chamados valores de família. Mas são eles, os conservadores, que também valorizam o poder, e o Obama, além de ser negro, o primeiro delito dele, era, para eles, paz e amor demais. Essa abordagem paz-e-amor dele, ou pelas aparências paz e amor, aos problemas nacionais e internacionais era parcialmente uma expressão do seu temperamento, mas também refletia a sua percepção que os EUA não eram mais o boxeador campeão que entrava no ringue e vencia todos os adversários. Eram, antes, um boxeador velho, aproximando-se ao final da sua carreira, que devia escolher os seus conflitos cautelosamente. Mas não é isso que as pessoas que votaram no Trump, mês passado, queriam. Eles queriam um ganhador. Eles queriam o aroma de sangue. E aí veio Trump.

 

Aí veio Trump proclamando que ele era um ganhador. Jeb Bush, um irmão de George W., um principal adversário nas eleições primárias entre os Repúblicanos, era, segundo Trump, “low energy” – de baixa energia. Hillary, na última fase das eleições, não tinha, segunda ele, “stamina.” Stamina deveria ser uma palavra portuguesa, mas não é. Stamina em português é algo como resistência ou vigor. Uma grande parte da população caiu na esparrela. O Trump tinha – e tem – 70 anos. Sabe-se lá qual realmente a saúde dele. Mas essa porção saudosista do público americano queria um macho alfa para restaurar a sua primazia no mundo, para, essencialmente, entrar no ringue com os outros bullies (o plural em inglês de bully) e valentões de plantão e demonstrar que nós, ainda, éramos os melhores. Tem muito mais que poderia ser dito a respeito, mas vamos voltar à questão das primeiras damas.

 

Uma das características do macho alfa, numa matilha de cachorros, numa alcateia de leões, seja o que for, é que ele, o macho alfa, domina todas as mais desejáveis fêmeas e os machos beta às vezes vão à cama sozinhos. Como alguns de vocês sabem, surgiu, algumas semanas antes do dia da eleição, uma gravação de áudio em que Trump se gabava das suas conquistas sexuais. Uma celebridade como ele, ele dizia, podia fazer tudo com as mulheres, sem consequências. “Pegue-as pela xoxota,” ele completou. Durante um período de 48 horas, todos os comentaristas nos EUA pensaram que aquele arroubo acabaria finalmente com a campanha de um cafajeste escandaloso. Mas nada disso aconteceu. Quase não tinha efeito nenhum na popularidade dele entre os seus torcedores. E por quê? Porque, assim como a sequencia de esposas jovens e super maquiadas, o enlevo demonstrava que ele era o macho alfa que uma grande parte do povo queria.

 

Resta a dizer, simplesmente, que o Trump é menos homem alfa do que uma caricatura de um homem alfa, se o homem alfa não é, finalmente, nada mais do que uma caricatura de si mesmo. E, no caso do Trump, não há risco de perda de dignidade até porque nunca houve dignidade em jogo, só uma falsificação espalhafatosa e esfarrapada da dignidade. E, quanto a Melania, eu não gostaria de encontrá-la às sete horas de manhã antes de ela se produzir e receber o cabeleireiro.

 

 

 

 

 

 

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