“Não vou ficar dando amém pra tudo. O prefeito me conhece” – Dom

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Secretário de Turismo de Búzios, Dom, responde sobre não ter sido convidado para reunião de secretários, e afirma que, apesar de não se omitir em criticar alguns pontos do governo, sua relação com o prefeito Alexandre Martins é boa e eles estão afinados

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João Carlos, o Dom, secretário de Turismo de Búzios, foi entrevistado por Victor Viana, em vídeo, na Prensa de Babel, às véspera do Carnaval. Os temas foram: reunião de secretários para organizar o feriadão sem a presença dele, comentários sobre sua intervenção no bairro Maria Joaquina, em Cabo Frio, e como está sua relação com o prefeito e o vice de Búzios, Alexandre Martins e Miguel Pereira. Transcrevemos aqui parte da entrevista.  (Transcrição de Natalia Nabuco).

 
Prensa de Babel:  Essas explicações já foram dadas por você na ocasião, mas falando aqui com a Prensa é a primeira vez. Qual motivação te fez se afastar de suas funções no legislativo e aceitar assumir a pasta do turismo?

Sec. Turismo, Dom: Foi o motivo do desafio e de ter uma oportunidade, eu que já fui a vários eventos e feiras, como vereador e antes de ser vereador, e jamais passou pela minha cabeça a questão de ser um dia secretário de Turismo do município. Então os desafios que me motivam a continuar. O prefeito fez o convite e disse que ia ajudar a tocar a pauta, e está ajudando. Agora viramos o ano e agora é hora de colocar todos os projetos e planos estratégicos de trabalhos, inclusive entreguei ontem na Câmara e estou entregando a todas as entidades.

Prensa: Houve uma reunião de organização para esse momento de pico para à cidade, você não foi convidado? Qual o motivo?

Dom: Não. O motivo de eu não ter sido convidado para a reunião de ontem eu não sei. Porque é Carnaval e temos evento, eu não sei o que falar.

Prensa: Tem ligação com sua intervenção em favor do bairro Maria Joaquina?

Dom: Ligaram uma coisa com a outra que não tem nada a ver, dizendo que foi por conta de uma intervenção que eu fiz para o povo da Maria Joaquina. As condições que aqui estavam era pior que um país da África, esse pedaço do Alto da Rasa estava pior que Papua e Nova Guiné. E aí, primeiro perguntei ao prefeito Alexandre Martins, ele disse “Ali não podemos chegar”, e eu (Dom) sei disso. Quem é vereador e sabe da Lei Orgânica do município, a divisória do município, onde é Cabo Frio e onde é Búzios. Se o prefeito faz qualquer ação ali, ele corre direto no crime de improbidade administrativa. Então, por isso ele não fez. E eu, prontamente, como um cidadão que sempre lutei pela nossa cidade, independente da bandeira partidária, de lugar ou bairro. Então, eu passado pela Maria Joaquina os moradores me chamaram em um bar e perguntaram se eu poderia fazer alguma intervenção ou pedido e prontamente liguei para o ex-prefeito, Mirinho Braga (atualmente chefe de gabinete do prefeito de Cabo Frio, José Bonifácio), que atendeu na hora. E eu perguntei a ele se poderia colocar no viva voz, ele falando para mim eu acredito na palavra dele, mas e se depois não acontece? Sabemos como funciona a política. Mas ele pediu para colocar na viva voz e se comprometeu em 15 dias resolver o problema e resolveu. Eu só fiz um pedido que a população clamava por aquilo, passava carro quebrado, era todo dia essas coisas. Eu como cidadão tem algumas coisas que eu não consigo ver, tem várias coisas dentro do governo que eu faço minhas críticas e considerações positivas. Divergir faz parte, não vou ficar ali dando amém para tudo e batendo nas costas do prefeito e dizendo que ele tá arrebentando se ele não estiver. Ele me conhece muito bem.

Prensa: Mas você e o prefeito Alexandre Martins estão bem, né? Vocês estão afinados…

Dom:  Minha relação com ele (Alexandre Martins) tá a melhor possível. Ele tem me dado feedback, tenho perguntado algo a ele, falei que não ia incomodar nesse tempo que ele está descansando, mas têm coisas que eu preciso tocar com ele. Nossa relação está extremamente estreita. As pessoas querem falar, querem criar um boato, querem colocar uma narrativa de que o prefeito em exercício, Miguel Pereira, não mandou me convidar. Tenho que rir. Miguel foi vereador comigo, é um dos caras que foi vereador comigo. Pra mim, até que me provem ao contrário, ele é uma reserva moral. É uma garça que colocou o pé na lama e não se sujou, então, esquecem isso. Ninguém vai colocar essa pilha, eu sou uma pessoa que apaga fogo com água e não com gasolina. E o sr. Miguel é um cara que eu tenho muito apreço e carinho. E se eu não fui chamado tinha algum motivo, mas não por parte do vice-prefeito Miguel.

Prensa: A proibição do Carnaval de rua interferiu de alguma forma na procura de Búzios como destino?

Dom: E aí, eu não posso te responder essas questões de ordenamento, porque eu não estava presente. Eu não fui convidado à reunião de secretários, no qual, a pauta foi Carnaval. O que eu posso responder é que a ocupação hoteleira chegou a 77% a 80%, são dados da Convention e da HB. Além de incluir as casas de aluguéis, hostels, todos esses meios de hospedagem. O que dá um público estimado, que eu calculo, de umas 30 a 40 mil pessoas. Não acredito que passe disso, Réveillon bombou. E o Carnaval, e a maioria das pessoas que tem casa aqui e ama Búzios, que gostam de uma cidade mais tranquila, nunca ficam aqui nesse feriado. Sempre viajam e vão para outros lugares, por isso, o Carnaval nunca vai ser tão lotado. Além de não ter tido o Carnaval de rua, com os blocos e que arrastam multidões, por conta disso não acredito que vamos ter uma cidade superlotada, diferente do Réveillon que chegamos a bater 97% de ocupação.

Leia matéria com Dom sobre as ações no turismo de Búzios em 2022

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