Educação de Búzios quer que aluno da rede municipal pague para estudar

Lançada no último Boletim Oficial (nº 1.098 de 12 de agosto 2020), a portaria nº03 da secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de Búzios, estabelece a validação da carga horária do ano letivo de 2020, através de atividades não presenciais.

Visando cumprir esta carga horária, que seria de 800 horas, a secretaria oferece apostilas, que deverão ser acessadas na plataforma digital da SEME (www.educacaobuzios.net), que se encontra no site oficial da prefeitura de Búzios. Cada aluno deve acessar o conteúdo disponibilizado para a sua turma, imprimir as apostilas e estudar.

A notícia preocupa pais e alunos, uma vez que as apostilas são importantes para validar o ano e as crianças não ficarem para trás na aprendizagem, mas a impressão deste material é cara, e exige que o estudante tenha acesso à internet e aos custos de uma impressora, que contabilizam o equipamento, as folhas e a tinta para impressão.

Auxílio de R$200 é para se alimentar ou pagar impressão?

Nos grupos de whatsapp e nas redes sociais, pais de alunos questionam a atitude da prefeitura, uma vez que cada apostila custa em média R$50,00 para ser impressa. Famílias com três ou mais estudantes acabariam utilizando todo o benefício do auxílio emergencial de um aluno, somente para pagar as impressões. O auxílio emergencial de R$200,00 por aluno, a ser pago pela prefeitura até o retorno das aulas presenciais, será votado pela Câmara de Vereadores nesta terça-feira (18).

Alguns pais foram até a escola onde seus filhos estudam, tentar conseguir a impressão do conteúdo das apostilas, mas alegam ter encontrado grande dificuldade. As diretoras não têm autorização da secretaria de Educação para imprimir o material para os alunos. A ordem é para cada um resolver a sua impressão, sem ajuda do município.

Procurada pela Prensa para esclarecer a situação e orientar os pais a respeito das impressões, a secretaria de Educação não se manifestou sobre a questão.

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